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Delegacia do Meio Ambiente identifica 90 pichadores na capital

Luziano de Carvalho, titular da DEMA
Após quase um ano de investigações, a Polícia Civil concluiu 6 inquéritos que identificaram 90 pichadores de Goiânia. Destes, apenas 26 foram indiciados por crimes de pichação e associação criminosa, já que o restante é menor de idade. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luziano de Carvalho, titular da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (DEMA), são cerca de 13 bandos responsáveis por pichar mais de 10 mil pontos da capital.
Segundo Carvalho os criminosos atuavam em toda a cidade. “Existem pichações de uma só pessoa por todas as regiões da cidade. Eles não ficam em apenas um setor, muitos utilizavam moto ou até mesmo carro para ir até os pontos”, explica. Para o delegado, é difícil traçar um perfil geral dos pichadores. “Tem de todas as classes, inclusive filhos de psicólogos e assistentes sociais e estudantes de faculdades e colégios caros. Mas a maioria tem envolvimento com drogas”.
Identificação
Carvalho afirma que cerca de 95% dos pichadores de Goiânia estão identificados pela polícia. Após mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, o delegado apreendeu dezenas de latas de spray, computadores e outras provas da autoria dos crimes. “Geralmente, após fazer a leitura das mensagens, localizamos os donos dos apelidos nas redes sociais, onde postam ou até mesmo se identificam pelo mesmo nome. Eles fazem questão de aparecer, querem ter fama”.
Dentro do grupo de indiciados estão dois responsáveis por pichar o viaduto Jaime Câmara, na Avenida Araguaia, logo após a inauguração. Jefferson Willian Alves Pereira, de 19 anos, conhecido como Tkero, e Fabrício dos Santos Sobrinho, de 21s, com alcunha de Tpego, fazem parte do grupo FDS. À polícia, um deles declarou que o dinheiro gasto com spray dava para comprar um carro. “Só esta galera FDS, que tem aproximadamente seis pessoas na ativa, é responsável por pichar pelo menos 5 mil pontos”.
De acordo com Luziano, nenhum dos proprietários de imóveis pichados registrou ocorrência, o que dificulta a investigação. “Se formos levar em consideração o gasto de aproximadamente R$ 250 para a reparação de cada ponto, o valor passaria de R$ 2,5 milhões. Sem contar locais que são patrimônio ou prédios antigos e que os custos são bem maiores, como o Grande Hotel, o Museu Zoroastro Artiaga, Monumento do Centenário da Imigração Japonesa, Biblioteca Marieta Telles etc”.
Resultados
Mesmo com a sugestão da polícia de que os criminosos sejam punidos com a reparação do dano, ou seja, providenciar a pintura dos pontos pichados, o delegado garante que as ações surtem efeito. “Acompanhamos muita gente que falou que ia parar e realmente parou”, afirma.

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