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Após 30 anos, dona de casa localiza pais e irmãos no interior de Goiás

Dona de casa moradora em Águas Lindas de Goiás consegue conversar com o pai ao telefone e saber o destino da mãe e dos irmãos, após três décadas de separação e nenhum contato
Após 30 anos, dona de casa localiza pais e irmãos no interior de Goiás
Com a iniciativa de uma amiga, dona de casa moradora do Entorno consegue conversar com o pai ao telefone e saber o destino da mãe e dos irmãos, após três décadas de separação e nenhum contato
Quando ela se olha no espelho, enxerga a herança do pai. Os traços dele estão lá, no rosto da dona de casa Alice Cardoso Ribeiro, embora meio embaçados com o passar dos anos e imprecisos pelas falhas da memória. Há três décadas, a mulher de 47 anos, casada, com quatro filhos e quatro netos não vê o pai, assim como a mãe e os seis irmãos com quem conviveu em Minaçu, cidade goiana a cerca de 400km de Brasília. Moradora de Águas Lindas (GO), no Entorno, ela se mudou para o Distrito Federal aos 17 anos, após receber uma proposta de trabalho. Desde então, perdeu contato com os familiares. Ontem, porém, um telefonema mudou o rumo dessa história. Do outro lado da linha, o pai chorava de felicidade por conseguir, depois de tanto tempo, ouvir a voz da filha.
A troca de palavras só foi possível graças a uma amiga de Alice, a comerciante Maria Madalena Borges, 43 anos, que dias antes contatou um cartório de Minaçu em busca de notícias de parentes da dona de casa. “A Alice trabalhou comigo por cinco anos e depois se mudou, mas nunca perdemos contato. Recentemente, fiz uma cirurgia e ela veio para Samambaia me ajudar. Ela sempre comentou sobre a falta de contato com os familiares. Dizia que morreria sem ter notícias deles e até que imaginava não estarem vivos”, contou Maria Madalena, ou Madá, como é chamada por amigos.
Após buscas malsucedidas na internet, Madá decidiu telefonar para o cartório de Minaçu. “Eles me direcionaram para a prefeitura e, lá, fiz contato com o Departamento de Assistência Social, onde uma pessoa se prontificou a nos ajudar. Como a cidade é pequena, poderia ser mais fácil. Mas não pensei que seria tão rápido. Hoje (ontem), o telefone tocou e era o pai da Alice. Corri para chamá-la para atender a ligação”, relatou Madá. 
Correio Braziliense REECONTRO FAMILIAR »

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