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Tucano: Governador reeleito de GO nega oposição a Dilma


EU JAMAIS SEREI COBRADO DO PRESIDENTE AÉCIO NEVES, ATÉ PELO GRAU DE CONFIANÇA E RESPEITO QUE HÁ ENTRE NÓS

"Eu costumo lembrar uma frase do prefeito de Jataí (município goiano), que me disse há 15 anos atrás que governo não faz oposição a governo", disse o governador eleito em uma entrevista exclusiva ao Terra.

Reeleito para mais um mandato, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) disse que, apesar do acirramento entre o seu partido e o governo federal que a campanha eleitoral trouxe, deverá manter uma boa relação administrativa com a presidente Dilma Rousseff. ...

Segundo o governador goiano, não há uma determinação do PSDB nacional, e do seu presidente Aécio Neves, para que governadores tenham esta postura mais oposicionista e ele vai continuar a manter um relacionamento republicano com a petista.

“Não há como um governador fazer oposição a um prefeito ou a uma presidente da República. Isso é impossível e o próprio presidente Aécio sabe disso. Ele já foi governador por duas vezes e sabe da importância de se ter um relacionamento republicano de alto nível com outras esferas de poder, especialmente outras esferas no poder Executivo. Eu costumo lembrar uma frase do prefeito de Jataí (município goiano), que me disse há 15 anos que governo não faz oposição a governo. Eu acho sábia esta frase”, afirmou Perillo, em entrevista concedida ao Terra no Palácio das Esmeraldas, sede do governo.

“Eu jamais serei cobrado do presidente Aécio Neves, até pelo grau de confiança e respeito que há entre nós, sobre as relações que terei com o governo federal, e ele não vai cobrar isso de mim, nem de outro governante ou prefeito”, assinalou, ainda.

Para o governador goiano, no entanto, o PSDB tem mesmo que exercer o papel de oposição que as urnas lhe delegaram. “Cabe a Aécio, como presidente do maior partido de oposição estabelecer regras, critérios em relação ao tipo de oposição que o PSDB fará ao governo federal. E caberá ao parlamento, ao Congresso, também estabelecer estes critérios de relacionamento com o governo federal", disse.

"É claro que um partido que perdeu a eleição tem que estar na oposição, tem que fiscalizar, que fazer a crítica, especialmente a construtiva. Agora, eu continuarei a ter uma relação respeitosa, republicana com a presidente Dilma. Já disse isso a ele por telefone”, acrescentou, garantindo que dará o mesmo tratamento a todos os prefeitos goianos, de todos os partidos.

Apesar desta política de boa vizinhança, Marconi Perillo disse que vai defender, como na campanha, que o governo federal ajude os estados em áreas como a da Segurança Pública, Hoje, essa responsabilidade, por determinação constitucional, é só dos governadores.

“O governo federal precisa ser protagonista de uma grande guinada nesta área, colocando dinheiro para ajudar os governadores a melhorar o serviço de Segurança do cidadão, fechando as fronteiras com os países que enviam drogas para cá, investindo na construção de presídios de segurança máxima, e na mudança do Código Penal para que a lei seja um pouco mais endurecida”, afirmou.

Perillo diz que o governo federal precisa ajudar os estados na área da relação do endividamento deles com suas receitas. “Nós defendemos que haja uma redução do percentual que os estádios pagam mensalmente com dívida externa. Se isso acontecer vai sobrar mais dinheiro para a gente investir”, propõe. “O governo federal deveria investir mais na Educação Básica, no pagamento de salário de professores. Nos ajudando, porque o governo federal tem 72% de todas as arrecadações do Brasil, ficando com governadores e prefeitos só 28%”, afirmou.

Para o governador, Dilma Rousseff deve promover também amplas reformas no país. “Estou seguro de que ela precisará protagonizar algumas reformas importantes. Uma delas será a Reforma Política, para moralizar os partidos e a política nacional. Outras são as Reformas Administrativa, Tributária e Previdenciária”, disse.

Volta por cima
Único a ser eleito quatro vezes para o cargo de governador de Goiás, Marconi Perillo atribui ao trabalho e ao planejamento a superação dos problemas administrativos, principalmente os de caixa, do início do atual mandato, e a crise política enfrentada em 2012, com a exposição negativa provocada por acusações – não comprovadas, inclusive em investigação de CPMI no Congresso - de ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Sempre acreditei na força do trabalho como grande ferramenta para concretização de sonhos, de transforma-los em realidade”, disse. “Foi com muito trabalho, ação planejada e uma boa equipe, e com uma dose de otimismo, determinação - uma característica minha - ousadia e criatividade, enfrentado as dificuldades de cabeça erguida, que nós conseguimos vencer, não só esta eleição, mas os outros desafios anteriores”, afirmou o tucano, que venceu a eleição em segundo turno, disputando com o ex-governador Iris Rezende (PMDB).

Após vencer mais uma eleição, aliados do governador chegaram a insinuar que Perillo pode ser uma das possibilidades do PSDB para eleições presidenciais futuras, ideia que Marconi acredita ser ainda muito prematura. “Goiás ganhou muita importância nos últimos anos não só no aspecto econômico, social, mas ganhou projeção política também. Nós somos hoje um estado respeitado, e nós temos uma liderança que é respeitada no Brasil”, assinalou. “Peço aos meus amigos que não tratem deste assunto agora, é um assunto para ser tratado lá na frente. Agora, temos que nos concentrar na grande missão que nós foi confiada por Deus e pelo povo, que é governar Goiás, e fazer um bom governo”, afirmou.

O tucano projeta um novo mandato de continuidade pautado em uma política de programas sociais, associada a um programa intenso de melhoria da infraestrutura do estado e de atração de indústrias para geração de empregos. “Nós já tivemos muitos governos em Goiás e no Brasil que eram governos de uma nota só. Ou seja, cuidavam só de uma área. Os nossos governos foram governos marcados por uma visão mais diversificada, mais ampla, por um trabalho mais ampliado”, justifica. Perillo também anuncia uma administração austera com redução de gastos, uma reforma para diminuição da máquina pública e completar a meta de exoneração da metade dos cargos comissionados, já iniciada na atual gestão. “Vamos fazer o enxugamento que for possível”, disse.

Entusiasta das redes sociais, o governador reeleito promete criar interação maior com a população também através de novas tecnologias. “Vamos aproveitar bem a experiência da campanha e vamos continuar com o hangout, fazendo um bate-papo com o Marconi permanentemente, uma oportunidade que terei de falar de temas de interesse público, da sociedade, polêmicos ou não”, disse.
Fonte: Portal Terra - Por MIRELLE IRENE. Foto: Eduardo Ferreira/Governo

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