PLANTÃO DE NOTÍCIAS

Professores e servidores da educação mantêm paralisação até a sexta-feira

  Étore Medeiros, da Agência Brasília
Em novo encontro, governo vai apresentar aos sindicatos a situação financeira do Distrito Federal
BRASÍLIA (23/2/2015) — Os professores e servidores da educação no Distrito Federal decidiram manter a paralisação iniciada nesta segunda-feira (23) até sexta (27), quando o governo voltará a receber representantes das categorias para nova reunião. Os trabalhadores reivindicam o pagamento integral, até o fim de março, das dívidas deixadas pelo governo anterior, que incluem férias, décimo terceiro salário e rescisão de contratos temporários. Em razão da falta de recursos, a dívida está sendo paga desde janeiro de forma parcelada, até junho.
A assembleia ocorreu na manhã de hoje, em frente ao Palácio do Buriti. Antes, membros da comissão de negociação das categorias foram recebidos por secretários de Estado. Após a conversa, a comissão levou à assembleia os quatro itens da proposta do governo: empenho na tramitação da liberação da antecipação de receita orçamentária (ARO), já sancionada pelo governador; compromisso em estudar com os sindicatos a antecipação dos pagamentos para março; reunião com os líderes sindicais em 27 de fevereiro; e declaração do governo de que não encaminhou nem encaminhará proposta de restrição de direitos trabalhistas.

A comissão de negociação foi recebida pelo chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, pelo secretário de Educação, Júlio Gregório, pelo secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, pela secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e pelo secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização, Antônio Paulo Vogel.

Na reunião de sexta-feira, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e o Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas do DF (SAE-DF) terão acesso aos dados financeiros do Distrito Federal de forma transparente. "O compromisso foi o de fazermos uma nova reunião para estudarmos, com base nos números, nas expectativas de arrecadação, qual a possibilidade real de antecipar alguma coisa", explicou o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle. "Ao compartilharmos com os sindicatos a construção da solução, a probabilidade de encontrarmos um meio para abreviar as questões salariais aumenta bastante", observou o secretário de Educação, Júlio Gregório.

"O governo mostrou disposição em sentar, abrir os números, e se comprometeu a buscar a solução o mais rápido possível", reconheceu Washington Dourado, diretor do Sinpro-DF, após a reunião no Buriti e antes da assembleia que deliberou pela manutenção da paralisação até a sexta-feira. "Com os dados em mãos, queremos uma proposta de solução imediata, remanejando recursos." O diretor do Sinpro-DF ressaltou que uma greve não está descartada, caso não haja avanços nas negociações.

A expectativa do governo é de contar com os R$ 400 milhões da ARO em meados de abril. O valor é suficiente para quitar as dívidas com servidores. Apesar dos esforços para dar celeridade ao processo e de já aprovada pela Câmara Legislativa do DF e sancionada pelo governador, a ARO é uma operação complexa. Para se concretizar, ainda depende da avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, e do Banco Central. A ARO tem juros considerados elevados, em torno de 16%. Ou seja, além de pagar os R$ 400 milhões do empréstimo, o governo poderá pagar até R$ 60 milhões de juros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Jornal Águas Lindas Desenvolvido por Blogger Copyright © 2016

Imagens do modelo de Bim. Tecnologia do Blogger.
Publicado Por Jornal Águas Lindas