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Conta de luz fica 27,5% mais cara em Goiás a partir da próxima segunda-feira (2/3)


 Por Laura Machado  
Reajuste foi aprovado na última sexta-feira (27/2) pela Aneel. Será cobrado ainda o valor

de R$ 5,50 a cada 100 kWh consumido
Foto: Reprodução/Celg
Foto: Reprodução/Celg
A energia em Goiás fica 27,5% mais cara a partir da próxima segunda-feira (2/3). Esse

aumento faz parte de uma revisão tarifária extraordinária aprovada pela Agência Nacional de

Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27/2). Ao todo, 58 distribuidoras de energia do

país serão reajustadas. A média de aumento prevista é de 23,4%.
Apesar do reajuste da Celg ter sido acima da média, ainda há outras distribuidoras com

aumentos maiores: 39,5% para consumidores da AES Sul (RS), 38,5% para os da Bragantina (SP)

e 36,8% para os da Uhenpal (RS). Os menores foram 3% para a Cemar (MA), 2,2% para a Celpe

(PE) e 2,8% para a Cosern.
Clientes da CEA, que abastece o Amapá, não vão sofrerão com o aumento, porque a

concessionária não pediu revisão à Aneel. As contas da Amazonas Energia (AM), Boa Vista e

CERR (RR) também não passam por reajuste, pois, por não fazerem parte do Sistema

Interligado Nacional (SIN), essas distribuidoras não participaram do rateio da Conta de

Desenvolvimento Energético (CDE). A Ampla (RJ) vai analisar os reajustes ordinário e

extraordinário ainda em março.
Mais cobranças

As bandeiras tarifárias, dependendo das condições para geração de energia elétrica,

permitem a cobrança de um valor a mais na conta de luz também para pagamento de dívidas das

concessionárias.
Em caso de bandeira verde, as condições seriam favoráveis à geração de energia e a tarifa

não subiria. Em caso de amarela, as condições seriam menos favoráveis e a tarifa subiria R$

2,50 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Em caso de vermelha, as condições para geração de

energia estariam custando mais caro, o que faria com que fosse cobrada uma taxa de R$ 5,50

a cada 100 kWh. Atualmente, a bandeira vermelha vigora em todo o país.
O dinheiro extra arrecadado no uso das bandeiras amarela e vermelha vai para pagar a maior

utilização de usinas termelétricas, que geram energia de forma mais cara, e a compra de

energia no mercado à vista.
Além dessas cobranças extras, a Aneel reajusta anualmente o custo da energia através da

revisão ordinária, pela qual a maioria das distribuidoras ainda não passou.
Veja a lista completa de distribuidoras afetadas pelo reajuste:

AES Sul: 39,5%
Bragantina: 38,5%
Uhenpal: 36,8%
Copel: 36,4%
RGE: 35,5%
CNEE: 35,2%
Cocel: 34,6%
Muxfeldt: 34,3%
Demei: 33,7%
Caiua: 32,4%
Forcel: 32,2%
Eletropaulo: 31,9%
CFLO: 31,9%
Hidropan: 31,8%
CPFL Paulista: 31,8%
EDEVP: 29,4%
CPFL Piratininga: 29,2%
Cemig: 28,8%
Enersul: 27,9%
DME-PC: 27,6%
Celg: 27,5%
Eletrocar: 27,2%
Eflul: 27%
Energisa MG: 26,9%
Cemat: 26,8%
Escelsa: 26,3%
ENF: 26%
Bandeirante: 24,9%
Celesc: 24,8%
Elektro: 24,2%
CEB: 24,1%
Ienergia: 23,9%
CJE: 22,8%
Light: 22,5%
CEEE: 21,9%
CSPE: 21,3%
Chesp: 21,3%
Santa Maria: 21%
Eletroacre: 21%
Cooperaliança: 20,5%
Joaocesa: 19,8%
CPEE: 19,1%
Ceron: 16,9%
Mococa: 16,2%
Coelce: 10,3%
CPFL Santa Cruz: 9,2%
Energisa SE: 8%
Sulgipe: 7,5%
Energisa Borborema: 5,7%
Coelba: 5,4%
Ceal: 4,7%
Celtins: 4,5%
Energisa PB: 3,8%
Celpa: 3,6%
Cepisa: 3,2%
Cemar: 3%
Cosern: 2,8%
Celpe: 2,2%

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