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Marconi disse que é fundamental garantir a retomada do crescimento, com a criação de empregos



Escolhido para falar em nome do Centro-Oeste, na reunião de governadores com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada, em Brasília, o governador Marconi Perillo defendeu não apenas a liberação empréstimos já contratados, mas a autorização para novas operações de crédito, para que os Estados da região invistam em infraestrutura, logística, parcerias público-privadas e, principalmente, garantam a manutenção do nível de emprego.

Ele foi enfático em dizer que estados como Goiás, que promoveram fortes medidas de ajuste fiscal, devem também ser contemplados com novas operações de crédito. Para Marconi, é fundamental garantir a retomada do crescimento com a autorização pela União para que os estados avancem na política de concessões públicas, parcerias com a iniciativa privada e ampliação da oferta de crédito. Segundo ele, em tempos de crise o mais importante é “defender o emprego”.

   Em nome dos colegas governadores do Centro-Oeste,  Marconi pediu também medidas urgentes na área de Segurança Pública, com destinação de recursos pela União para construção de novos presídios e a criação de um fundo constitucional específico para o setor. Defendeu a liberação dos depósitos judiciais para o Estados, nos moldes da proposta apresentada pelo senador José Serra (PSDB-SP).

Em relação à reforma tributária, Marconi defendeu a convalidação dos incentivos fiscais, segundo ele fundamentais para o desenvolvimento da região Centro-Oeste e a constitucionalização do fundo de investimentos e de compensação de eventuais perdas advindas da uniformização da alíquota do ICMS. Ele ponderou que a médio e longo prazos a equiparação trará substanciais prejuízos à receita goiana e, por isso, é importante que seja inserida na Constituição Federal a política compensatória das perdas.

O governador reafirmou o compromisso dos colegas do Centro-Oeste com a manutenção da ordem constitucional e a defesa do Estado de direito, como forma de ajudar o País a superar o momento de dificuldade pelo qual passa.  “O que a presidente nos propôs foi uma agenda federativa compartilhada”, disse, ao garantir que os governadores da região, a exemplo das demais, concordaram em ajudar o governo federal na manutenção de vetos, pelo Congresso Nacional, a projetos que onerem ainda mais a máquina pública. Para Marconi, é importante apoiar a governabilidade como forma de garantir a estabilidade econômica.

O encontro com os governadores contou com a presença dos principais ministros do governo e durou cerca de quatro horas. A presidente Dilma Rousseff abriu a reunião agradecendo os governadores por aceitar o convite para construção de uma “agenda federativa compartilhada”.  Disse que o governo está empenhado na defesa da estabilidade econômica e no combate à alta inflacionária e que a meta é garantir que o País possa voltar a crescer, “com preços mais baixos, emprego em alta, saúde e educação da qualidade”.

A presidente disse ainda ser importante o envolvimento dos estados para garantia do superávit primário e o ajuste econômico. “A Federação se passa nos estados e nos municípios”, afirmou Dilma ao enfatizar que o governo está de “ouvido aberto”. A presidente acenou favoravelmente para a ampliação da política de concessões públicas pelos Estados, mas pediu apoio contra projetos, no âmbito do Congresso Nacional, que gerem novas despesas.

No encerramento da reunião, os governadores escolhidos para falar por suas regiões concederam entrevista coletiva, no hall de entrada do Palácio do Alvorada, acompanhados pelo ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante. Marconi Perillo falou pelo Centro-Oeste; Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, pelo Sudeste; Flávio Dino, do Maranhão, falou pelo Norte e Amazônia Legal e, Ricardo Coutinho (PB), pelo Nordeste. O ministro Aloízio Mercadante fechou a entrevista listando os pontos que foram abordados na reunião. “Hoje foi um grande dia da democracia brasileira”, assinalou, ao destacar o compromisso dos governadores com a ordem constitucional e a estabilidade política e econômica.

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