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Juízes e procuradores rebatem Lula e negam viés político da Lava Jato

Da redação JAL foto divulgação
O ex-presidente Lula foi incluído na Operação Aletheia, que apura possíveis irregularidades em pagamentos

ao ex-presidente feitos por empresas investigadas na Lava Jato.
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil

(Ajufe) rebateram há pouco, por meio de nota, as críticas feitas pelo ex-presidente da República Luiz Inácio

Lula da Silva de que a 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem (4), foi “um show de pirotecnia”.

Para juízes e procuradores, as instituições responsáveis pela Operação Aletheia agiram dentro dos preceitos

legais e sem violência ou desrespeito aos investigados. “Um sistema de Justiça isento e imparcial permanece

sereno, equidistante e austero na aplicação igual da lei penal a toda espécie de infratores, e é isso que vem

acontecendo em nosso país”, diz trecho da nota assinada pelo presidente da ANPR, José Robalinho

Cavalcanti.

“A Justiça Federal brasileira e os integrantes do Ministério Público, da Receita Federal e da Polícia Federal

agiram nos estritos limites legais e constitucionais, sempre respeitando os direitos de ampla defesa e do

devido processo legal, sem nenhuma espécie de abuso ou excesso. Logo, não se trata de espetáculo

midiático”, reforçou Antônio César Bochenek, presidente da AJUFE.

Cavalcanti elogiou o trabalho da Força-tarefa da Lava Jato e descartou motivações políticas dos

representantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal e da Justiça envolvido nas investigações. “O

que se viu hoje foi a ação de instituições democráticas, cumprindo, em nome da sociedade, seu dever de

investigar práticas de crimes, sem olhar a quem e sem se deter diante de ninguém”, diz a nota.

O ex-presidente Lula foi incluído na Operação Aletheia, que apura possíveis irregularidades em pagamentos

ao ex-presidente feitos por empresas investigadas na Lava Jato. A polícia investiga se os repasses foram

realmente como doações e pagamento de palestras.

Logo nas primeiras horas da manhã, Lula foi levado de sua casa, em São Bernardo do Campo, na região do

Grande ABC, sob um mandado de condução coercitiva, para o aeroporto de Congonhas, onde depôs por

cerca de três horas.

À tarde, em entrevista coletiva na sede do PT, em São Paulo, Lula criticou a forma como foi desencadeada a

operação. “Não precisaria levar uma coerção à minha casa, dos meus filhos. Não precisava, era só ter me

comunicado. Antes dele [promotor do Ministério Público Estadual], fazíamos a coisa correta nesse país.

Lamentavelmente, preferiam usar a prepotência, a arrogância, o show de pirotecnia. É lamentável que uma

parte do Judiciário esteja trabalhando com a imprensa", criticou Lula.

Para o presidente da ANPR, o funcionamento das instituições não deve ser confundido com questões de

cunho político ou midiático. “A condução coercitiva é instrumento de investigação previsto no ordenamento

e foi autorizada, no caso do ex-presidente Lula, de forma justificada e absolutamente proporcional, para ser

aplicada apenas se o investigado eventualmente se recusasse a acompanhar a autoridade policial para

depoimento penal”, argumentou Cavalcanti em nota. Fonte Do Mais Goiás

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