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Polícia de Goiás prende suspeito de matar vizinha usando fio de televisão

A investigação confirmou a suspeita após coleta do material genético do autor, encontrado sob as unhas da vítima, fato este considerado fundamental para elucidação do crime e indiciamento do acusado


Da redação do JAL


A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), apresentou à imprensa, nesta quinta-feira (12), Irineu da Silva Santos, de 28 anos, conhecido como “Chucky”, suspeito de ter matado por estrangulamento a recepcionista Luzanir Soares da Silva Borges, de 26 anos, na residência em que ela morava com o marido e a filha pequena. Para cometer o crime, em 18 de janeiro passado, Irineu usou um fio de televisão. O material genético do autor, encontrado sob as unhas da vítima, foi fundamental para elucidação do crime.
O confronto entre as amostras encontradas na vítima e o material doado pelo suspeito foi realizado pelo Laboratório de DNA Forense da Superintendência de Polícia Técnico-Científica da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP). Ao apresentar o autor do homicídio à imprensa, o delegado adjunto Paulo Ludovico afirmou que este foi um crime de difícil elucidação, uma vez que não houve testemunhas. Apenas se soube que um vizinho tinha fugido no dia do crime.
“Como o corpo de Luzanir foi encontrado pelo marido, as primeiras suspeitas recaíram sobre ele”, contou Ludovico. No entanto, ao ouvirem a mulher que alugava a casa para o suspeito, os policiais souberam que ele tinha o apelido de “Chucky”. A partir daí, foram dias e dias de investigações, até que eles chegaram ao suspeito que estava internado para uma cirurgia no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), vítima de tentativa de homicídio por dívida de drogas.
Conforme explicou o delegado Paulo Ludovico, Irineu teve duas prisões temporárias decretadas enquanto permaneceu no hospital, sendo que a segunda vence daqui a cinco dias. Nesse momento, porém, a DIH já pede ao Poder Judiciário que decrete a prisão preventiva do suspeito que tem quatro outras passagens pela polícia, por tráfico de drogas e receptação, entre outros crimes.
Foi durante a permanência de Irineu no HUGO que a polícia conseguiu que ele concordasse em doar material genético para o confronto com o perfil encontrado nas amostras colhidas no corpo da vítima.


Fonte: PCDF

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