PLANTÃO DE NOTÍCIAS

Funcionários do Metrô-DF entram de greve, veja os horários de funcionamento


Metroviários do Distrito Federal iniciaram nesta terça-feira (14) uma greve por tempo indeterminado para cobrar a convocação dos aprovados em concurso em 2014 e reposição da inflação anual na data-base (pouco mais de 9%). O serviço vai funcionar apenas nos horários de pico – das 6h às 9h e das 17h às 20h30 – e com 30% da força de trabalho. Só metade das estações ficará aberta para embarque e desembarque. Nas demais, será possível apenas desembarcar (veja lista ao final do texto).

Segundo o sindicato da categoria, há déficit de cerca de 800 funcionários. O quadro atualmente tem 1,2 mil servidores. O salário inicial de um agente de segurança da empresa é de R$ 2,9 mil, o mais baixo da empresa. O maior salário inicial é o de engenheiro – R$ 6 mil.

Por causa da defasagem de funcionários, é comum que catracas sejam liberadas para a entrada de passageiros. Segundo o sindicato, há 900 aprovados em concurso aguardando convocação. "A gente tem falta de empregados em todas as áreas, operacionais e técnicas", disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Ronaldo Amorim.

Em nota, o Metrô afirmou não ter como fazer novas contratações por causa das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “O governo tem dificuldades para aumentar as despesas com pessoal por conta dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Também não contrata os aprovados no concurso por conta dos impedimentos na LRF", diz trecho da nota.

A empresa diz que as contratações de terceirizados por licitação não são vedadas pela LRF, por serem enquadradas como custeio. "No entanto, o Metrô trabalha para promover a substituição dos terceirizados por concursados assim que possível. Por isso, reduziu de 296 para 204 o número de vigilantes na última licitação, justamente para poder convocar mais aprovados da área de segurança”, disse o governo.
Passageiros em metrô lotado na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga, no Distrito Federal, no primeiro dia de greve (Foto: Mateus Vidigal/G1)

Apesar disso, o sindicato diz que espara uma proposta da empresa para negociar. "Se tiver algum documento do Metrô, alguma proposta, a gente pretende fazer uma assembleia para discutir os rumos da greve", afirmou o presidente do sindicato, Ronaldo Amorim.

Tempo de espera

Nesta manhã, passageiros afirmaram à reportagem da TV Globo que aguardaram até 25 minutos pela chegada de trens em estações de Ceilândia. A autarquia disse, porém, que o tempo médio era de sete minutos e que havia 16 veículos circulando, contra os 24 habituais – 60% do total, apesar da previsão de que só 30% estariam rodando. Em dias normais, a espera costuma ser de três minutos.
45 ônibus extras entraram em circulação nesta manhã em várias regiões do DF para atender às regiões afetadas pela greve de metroviários

Outros tiveram menos problemas. A auxiliar de escritório Aparecida de Oliveira Santos afirmou não ter tido problemas para oegar o metrô nesta manhã, apesar da greve. "Fiquei sabendo da paralisação ontem, mas não precisei mudar minha rotina. Estou esperando aqui há apenas cinco minutos, acho que está fluindo bem."

A servidora pública Sandra Maria Vicente Ladeira disse acreditar que a paralisação dos metroviários não irá afetar muito os passageiros nesta terça-feira (14). "Achei até respeitoso por parte dos funcionários terem avisado sobre a programação. Normalmente a situação fica bem pior do que isso. Acho que quem ficou com medo e resolveu ir de ônibus vai enfrentar mais problemas do que quem vai de metrô", explicou. "Espero não ter problemas na volta."

O estudante de farmácia Pedro Matheus Santos ficou sabendo da paralisação, mas não mudou a rotina para ir à Universidade de Brasília. "Pensei em ir de carro, mas desisti. Tive receio, achando que me atrasaria, mas está tudo correndo bem por enquanto [8h50]. Acho que no fim da tarde será mais complicado."

O serviço atende diariamente 170 mil pessoas, entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h às 19h aos domingos e feriados. O Metrô circula nas regiões mais populosas do DF – Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. Ele também passa por Águas Claras, Guará e Plano Piloto. O sistema tem 42,3 quilômetros de extensão. A estação com maior fluxo é a da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 20 mil pessoas por dia.

De acordo com o Departamento de Estadas de Rodagem (DER), as faixas exclusivas da EPTG e EPNB estarão liberadas para outros veículos enquanto durar a paralisação. A medida não inclui os corredores do BRT Sul, conhecido como Expresso DF. O Detran também liberou o tráfego nas faixas do Setor Policial Sul e das W3 Sul e Norte.

Ônibus extras
Para atender às regiões afetadas pela greve de metroviários, 45 ônibus extras entraram em circulação nesta manhã em várias regiões do DF. De acordo com o DFTrans, o sistema especial, que ainda poderá sofrer novos ajustes de acordo com as necessidades, funcionará enquanto durar a greve dos metroviários. 

A empresa Urbi vai pôr dez coletivos articulados para atender à região de Samambaia. A São José vai acrescentar 15 ônibus articulados nas linhas que passam em Taguatinga e Ceilândia. Os moradores do Guará, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia contarão com mais 20 veículos, também articulados, da empresa Marechal.

Fonte: G1

Veja onde há embarque e desembarque à tarde:
Central
Galeria
108 Sul
112 Sul
Shopping
Guará
Águas Claras
Relógio
Ceilândia Centro
Terminal Ceilândia
Furnas
Terminal Samambaia.

Veja onde há apenas desembarque à tarde:
102 Sul
114 Sul
Asa Sul
Feira
Arniqueiras
Concessionárias
Centro Metropolitano
Ceilândia Sul
Guariroba
Ceilândia Norte
Taguatinga Sul
Samambaia Sul.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Jornal Águas Lindas Desenvolvido por Blogger Copyright © 2016

Imagens do modelo de Bim. Tecnologia do Blogger.
Publicado Por Jornal Águas Lindas