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Diferente do restante do país, Goiás é líder em geração de empregos


Fotos: Divulgação

Enquanto em Goiás e em Mato Grosso o mercado contrata mais, no resto do País os desligamentos são maiores. No acumulado do primeiro semestre, o Brasil contabiliza saldo de 531.765 postos fechados. Este é o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002. No acumulado dos últimos 12 meses (junho de 2015 a junho de 2016), o País fechou 1.765.024 postos de trabalho. 

Goiás foi o Estado que mais gerou emprego no primeiro semestre deste ano no País. Foram abertos 16.614 postos de trabalho no mercado formal de janeiro a junho de 2016 (1,37% maior que no mesmo período de 2015). O resultado é quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Mato Grosso, que encerrou o período com 5.730 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).

Os setores da agropecuária (9.868) e da indústria da transformação (6.057) foram os responsáveis por puxar o balanço positivo de Goiás nos últimos seis meses. Mas o comércio também teve seu salto favorável no levantamento. Há apenas dois meses empregado, Robson Kenyel, de 19 anos, sentiu a experiência de ficar sem emprego durante um mês e meio até ocupar o cargo de vendedor em uma papelaria, na Avenida 85, em Goiânia. Anteriormente, ele trabalhava como promotor de vendas, cujo salário não ajudava muito em suas despesas. Devido aos problemas financeiros, ele teve que trancar o último período do curso de administração, mas já planeja voltar às aulas após a sua estabilidade.


Sua colega de trabalho, Ana Paula Euzébio, 32, passou por uma situação pouco pior: ela ficou seis meses desempregada e encontrou muitas dificuldades para se empregar. “Eu perdi muito tempo nos sites de emprego, muitas pessoas entravam em contato, mas só ficam no ‘te ligo depois’ e, até hoje, nada”, diz. Feliz no novo trabalho, Ana Paula afirma que só o encontrou do “modo antigo”: andando e distribuindo currículos.

O secretário de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, avalia que o pior da crise econômico-financeira, que assola o País desde 2014, já passou e agora a economia brasileira tende a melhorar. Ele afirma que Goiás apresenta resultados de destaque na geração de empregos e de outros indicadores econômicos porque o Estado fez o dever de casa, com ajuste fiscal, redução de número de pastas e de comissionados e continua com sua política de investimentos em obras de infraestrutura, além de incentivar a iniciativa privada.

Os setores produtivos de Goiás e de Mato Grosso foram os únicos a registrarem um resultado de admitidos maior que o de desempregados neste período no Brasil. Para especialistas, o resultado negativo na grande maioria dos estados é um dos efeitos da crise econômica que o País atravessa, marcada por forte retração do setor produtivo e, por consequência, diminuição das contratações.

Apenas no último mês de junho, foram gerados em Goiás 3.369 empregos celetistas. Isso significa uma expansão de 0,28% em relação ao estoque de assalariado com carteira assinada do mês anterior. Os setores de atividade que mais contribuíram para essa expansão foram agropecuária (1.860), serviços (1.102) e indústria da transformação (1.019).

(Com Goiás Agora)

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