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Eduardo Cunha acaba de renunciar ao seu cargo de Presidente da Câmara dos Deputados



Após dois meses de afastamento, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito pelo próprio parlamentar, em coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira (7/7). "Resolvi ceder ao apelos generalizados dos meus apoiadores", afirmou. A notícia já era aguardada pelos aliados do peemedebista. Depois da manobra de ontem, em que o parlamentar recebeu a ajuda do pastor Ronaldo Fonseca (Pros-DF) para melar a cassação no Conselho de Ética, os correligionários de Cunha aumentaram a pressão para que ele deixasse a presidência da Casa. 

Eduardo Cunha chegou no início da tarde pela chapelaria da Câmara, passou na Secretaria-Geral da Mesa e marcou a entrevista à imprensa no Salão Nobre da Casa, apesar de ter sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a circular na Câmara apenas para se defender do processo de cassação no Conselho de Ética ou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Coletiva

Durante a coletiva, Cunha reproduziu a carta que enviou à Secretaria da Mesa dos Câmara dos Deputados. Ele afirmou que, “sem dúvida alguma”, a autorização para abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) foi um marco em sua gestão, mas que foi o fato agravante contra ele mesmo na Câmara. “Me orgulha e jamais será esquecido. Sofri e sofro muitas perseguições, estou pagando alto preço por ter dado inicio ao impeachment, a principal causa do meu afastamento".

Sobre o processo no Conselho de Ética que Cunha é alvo de investigação, o ex-presidente da Câmara reafirmou que não recebeu qualquer vantagem indevida de quem quer que seja. Visivelmente emocionado ele fez agradecimentos e chorou quando mencionou a família que, segundo ele, “vem sendo atacada de forma covarde e criminosa”, em especial sua mulher. 

Cunha não deixou de aproveitar a chance de atacar o governo do PT e a gestão de Dilma, ao afirma que o processo de impeachment tirou o país do "caos instaurando pela criminosa gestão petista, deixando legado de milhões de desempregados e total descontrole das contas públicas”. Que esse meu gesto ajude a Câmara a trilhar caminhos para ajudar a restaurar o país". No fim de sua fala, ele desejou “sucesso” ao presidente Michel Temer e ao futuro presidente da Câmara dos Deputados.

Vaias e protestos

Pouco antes do pronunciamento, Cunha foi recebido sob protestos e vaias de diversas pessoas no Congresso. Ele passou na Secretaria-Geral da Mesa e marcou a entrevista à imprensa no Salão Nobre da Casa, apesar de ter sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a circular na Câmara apenas para se defender do processo de cassação no Conselho de Ética ou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Perfil

Eduardo Cunha está no quarto mandato de deputado, iniciado no PP e depois migrou para o PMDB no período em que o partido estava dividido entre apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possibilidade de uma candidatura própria. Na eleição de 2006, Cunha integrou o grupo que militou pela candidatura própria do PMDB mas, a partir de 2007 com vitória de Lula no segundo turno, a legenda foi para a base do governo.

Eleito presidente da Câmara em primeiro turno no dia 1º de fevereiro de 2015, Cunha recebeu 267 votos e derrotou três candidatos, entre eles, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que era o candidato do Palácio do Planalto na época, mas que obteve apenas 136 votos. Durante a disputa e nos meses seguintes, Cunha repetiu em diversos episódios que o governo de Dilma Rousseff resistiu fortemente à sua candidatura à presidência da Casa, o que, segundo ele, justificou a resistência sofrida por parte da base aliada na época.

Fonte: Agência Brasil

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