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Queda nos preços do combustível alivia o bolso no DF e região metropolitana


A forte queda dos preços da gasolina deu uma trégua para o bolso dos brasilienses em 2016. Apesar de, em julho, o aumento de preços também tenha pressionado o orçamento de quem mora no Distrito Federal, no acumulado do ano, Brasília registra a menor inflação entre as 13 capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, a carestia no Distrito Federal é de 7,71%, também inferior à média do país.

A justificativa foi a forte queda dos preços da gasolina. Desde que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) desbarataram o cartel dos combustíveis na capital, os preços nas bombas despencaram. Desabaram de quase R$ 4 para até R$ 3,37.

Mas o alívio foi apenas pontual já que o preço dos alimentos também disparou na capital federal e os brasilienses também tenham sofrido com a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho. Segundo o IBGE, o grande vilão foi o litro de leite. No mês, o produto ficou 21,76% mais caro, assustando as famílias. Com isso, a taxa de inflação mensal na capital do país ficou em 0,53%, ligeiramente acima do resultado nacional, de 0,52%. Outro item que pressiona o custo de vida em Brasília é taxa de água e esgoto, com reajuste de 7,95% em junho, o que encareceu as contas em julho.

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Acostumada a fazer compras em dias de oferta nos supermercados, a vendedora Denise Marques, 35 anos, se desapontou com o valor do leite. Ela pretendia comprar 12 caixas, mas o valor da unidade a fez reduzir a compra para apenas duas. “Os preços estão um absurdo, cada vez mais caros e sem qualidade alguma. Infelizmente, dependemos do consumo de certos alimentos, o jeito é esperar a situação melhorar”, contou.

Nem a disposição do dentista Marcos Soares, 42 anos, de percorrer vários supermercados em busca de preços mais atrativos, tem aliviado o orçamento da família. Nem mesmo nos atacados e nas feiras, ele tem encontrado valores mais em conta. “A situação econômica para os consumidores é realmente desanimadora. Estamos chegando a um patamar em que os preços altos são uma realidade em todos os lugares”, destacou. (AT)

Governo quer inibir formação de cartel

O governo vai criar regras específicas para inibir a formação de cartel nas licitações de concessões no setor de infraestrutura. O objetivo é dificultar que as empreiteiras, sócias dos consórcios vencedores dos leilões, possam subcontratar subsidiárias para executar as construções. Para criar os critérios, o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Moreira Franco, vai contar com ajuda do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade), órgão com experiência em combater cartéis. “Vamos criar regras específicas para perseguir a concorrência, com transparência, clareza na definição do papel de cada um e acesso à informação”, explicou o secretário.

Fonte: Correio Braziliense

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