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Restaurante carioca cobra R$ 200 por uso de carregador portátil


O almoço de um grupo de amigos no restaurante Sushi Leblon, na Zona Sul do Rio, quase saiu R$ 200 mais caro após o uso de um carregador de celular. A médica Michelle Figueiredo, de 35 anos, conta que uma amiga perguntou ao garçom se poderia usar uma tomada no interior do restaurante para carregar a bateria do telefone. O funcionário, então, lhe ofereceu um carregador portátil.

“Quando chegou a conta, a gente foi pagando meio sem conferir. Estava cara, mas como bebemos caipirinha, comemos sushi, achamos que o valor estava correto. O marido de uma das meninas viu na conta o carregador como R$ 200. Reclamamos e o garçom disse que ia estornar. Eu já tinha passado o cartão, minha amiga também”, contou Michelle, que esteve no restaurante com amigos no sábado (17).

A médica destacou que o grupo elogiou a cortesia oferecida pelo garçom, pela comodidade de poder carregar o aparelho na própria mesa. Ela ressaltou, no entanto, que em nenhum momento foi mencionado que o valor seria cobrado ao final do almoço.

“Eu achei a ideia de terem um carregador bacana, porque a maioria dos lugares não tem. Nós éramos quatro pessoas, eu, uma amiga e um casal. Foi um dia tranquilo, não estava muito cheio, o sushi não estava bombando, não tinha motivo pra confusão na conta. Eles não estão vendendo o produto, é emprestado”.

'Caução', diz restaurante

Em nota, o Sushi Leblon lamentou o ocorrido. O restaurante disse que não cobra pelo uso do carregador portátil, mas quando um cliente solicita o equipamento, é lançada na comanda uma caução (R$ 200). Na devolução, segundo o restaurante, o valor é retirado.

“Não pretendemos entrar com processo porque eles estornaram. Só não pode acontecer com mais gente, com outras mesas. Teoricamente, é pra ficar disponível pra clientes. A gente bebeu, consumiu, não ia olhar muito a conta, não ficamos conferindo muito. Eu acho que se eles cobraram da gente, podem ter cobrado de outros, não tem como saber. Não devia aparecer na conta 'carregador móvel'", concluiu Michelle.

De acordo com o Procon, não há lei que proíba esse tipo de cobrança, mas ela tem que ser informada ao cliente com antecedência e de maneira clara e precisa.

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