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Brasília Capital Moto Week começa hoje

Foto divulgação

 A partir de hoje, pelo 14º ano, a Granja do Torto vai se tornar um grande reduto dos apaixonados por aventuras sobre duas rodas. É o Brasília Capital Moto Week (BCMW), que vai até o dia 30 deste mês e deve reunir quase 700 mil pessoas. Mais de 200 mil motociclistas de vários cantos do Brasil e até de outros países ficarão acampados junto às suas famílias de sangue e do motoclube.

O espaço começou a ser preparado 15 dias após a edição do ano passado, que levou 650 mil pessoas à Granja do Torto. O organizador do evento, Marco Portinho, espera levar ainda mais gente neste ano e, quem sabe, fazer deste o segundo maior evento de motociclistas do mundo. Atualmente, o Brasília Capital Moto Week é considerado o terceiro do estilo, sendo o maior na América Latina. Perde apenas os encontros de Daytona e Sturgis, nos Estados Unidos.
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Desde o início da semana, os motoclubes chegam a Brasília. Os amigos Sérgio Agnes, 29, e Henrique Balduino, 29, montaram acampamento e prometem passar todos os dias aproveitando para conhecer os diversos grupos. O piloto agrícola Sérgio foi a todas as edições que pôde.
O autônomo Henrique se envolveu com esse estilo de vida há pouco mais de três anos. “Quero passar os dias ouvindo rock, bebendo e confraternizando”, brinca.
O organizador Marco Portinho buscou diferenciar o evento deste ano, dando mais atenção às mulheres e crianças. A intenção é unir as duas famílias do motoclubista e fazer com que todo mundo participe. Para isso, foi organizado o espaço Lady Bikers, onde as mulheres poderão contar com produtos e serviços pensados para elas. Nesta edição, além de grandes shows com bandas nacionais e locais, também haverá apresentações de motociclistas fazendo acrobacias no Globo da morte – que em determinado momento se abre ao meio para injetar mais adrenalina à plateia.
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Em 2016, o Brasília capital Moto Week movimentou R$ 55 milhões e ofereceu 5 mil empregos diretos e indiretos. E, na intenção de ir além do viés financeiro, a organização planejou uma forma de compensação ambiental com o plantio de 5 mil mudas. O GDF até cedeu um espaço no Lago Norte para que seja criado o Bosque dos Motoqueiros, mas o desejo é que até o fim do evento seja encontrado um espaço mais próximo ao QG dos motociclistas na Granja.
“Todo fim de semana, há milhares de encontros de motos espalhados pelo DF. Mas o grande encontro é este aqui. A nossa meta não é ser o segundo maior, mas fazer um evento para a família”, destaca o organizador, ao lembrar que, muitas vezes, ainda existe um estigma de violência sobre os motociclistas. “Somos uma nação com várias tribos que são os diferentes estilos de moto. Todos somos irmãos”, diz.
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Fábio Ambrósio, 43, fez questão de trazer toda a família para participar do BCMW. A sua esposa, Shayena Ambrósio, 31, diz que não teve jeito de ficar longe das motos depois de conhecer o marido. A filha de 8 anos, Catarina, já tem triciclo para não perder as viagens.
Sobre o hábito de pilotar, o comerciante Fábio é incisivo: “É um vício. A sensação de liberdade é muito boa. Quando viajamos, o objetivo é curtir o caminho”. Shayena sente total segurança em levar a filha ao evento. A família participa do motoclube Boanerges – nome bíblico que significa “filhos do trovão”.



(J.Br/redação JAL)

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