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Cobrança de IPVA por e-mail e telefone rende mais de R$ 10 milhões em duas semanas

Foto: Tony Winston
Em duas semanas de teste da iniciativa de cobrar impostos em atraso por e-mail e por telefone, a Secretaria de Fazenda recolheu R$ 10,8 milhões. Por ora, a ação experimental da pasta é restrita ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2017.
A primeira fase de cobrança focou em contribuintes que já haviam pago ao menos uma parcela do tributo. Foram contatados 154 mil inadimplentes via e-mail.
No total, donos de 8.417 veículos acertaram as pendências, o que resultou em R$ 10,8 milhões arrecadados.
Para os devedores que não têm e-mail cadastrado, a pasta faz contato por telefone, em horário comercial. Outros 70 proprietários foram acionados dessa maneira. Desses, a dívida paga soma R$ 40 mil.
“O resultado foi excelente, nos surpreendeu. Muitos realmente esqueceram de pagar uma parcela e nos agradeceram pelo contato”, avalia a subsecretária da Receita do DF, Márcia Robalinho.
De acordo com informações do sistema usado para a cobrança ativa, entre os que devem o IPVA 2017 em Brasília, 263 mil estão com conta atrasada há mais de 120 dias. Outros 37.367 possuem débitos em aberto entre 60 e 120 dias, e 2.345 estão inadimplentes há menos de 60 dias.
Até junho deste ano, a secretaria encaminhou aos cartórios para protesto 20.573 certidões da dívida ativa – CDAs. A maior parte é de débitos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS), que somam R$ 548.530.022,95, e do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), no valor de R$ 65.338.034,21. Do total, 60% foram efetivamente protestadas, e 9%, pagas.
Em 2017, firmaram-se 37,7 mil novos acordos, o equivalente a um montante de R$ 299 milhões negociados. Somados valores de parcelamentos fechados em outros anos, arrecadaram-se no primeiro semestre deste ano R$ 190 milhões — ou seja, cerca de R$ 32 milhões por mês.
Estreitar os canais de comunicação com os contribuintes é uma das medidas adotadas pela Fazenda para minimizar os efeitos da crise econômica no DF e no Brasil.
“Não há alternativa, temos de agir não apenas como serviço público. Temos de ter profissionalização. Estamos investindo em tecnologia e treinamento do pessoal”, pontua a subsecretária da Receita.
Desde 2015, são feitos investimentos para atualizar os procedimentos e instituir a cobrança ativa de impostos — algo comum no setor privado e ainda pouco difundido na área pública —, o que fortalece a recuperação de receitas.
Nesse caminho, a partir de terça-feira (1º), a agência da Receita do DF do Núcleo Bandeirante será fechada ao público, e a unidade se tornará fixa na cobrança administrativa.
Segundo a pasta, os contribuintes até então atendidos por essa agência poderão buscar outras, como SIA, Taguatinga, Asas Sul e Norte, além dos serviços on-line.
Há previsão ainda que, até o fim de 2018, mais três unidades encerrem as atividades exclusivamente fazendárias para dar lugar a outros equipamentos públicos, a exemplo do Na Hora.
As mudanças integram o processo de modernização do fisco local, que prevê a migração de 90% dos serviços para a internet até 2019. Do total de serviços oferecidos pela pasta, 60% podem ser resolvidos pela internet.
Os servidores de agências que passarem por esse processo serão remanejados para áreas prioritárias na reestruturação da secretaria.



(Agência Brasília/redação JAL)

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