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XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros divulga datas e atrações

Tema da edição: “Cerrado das Águas”

Programação inclui shows, oficinas e intervenções artísticas e comemora os 20 anos da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge

Fotos de divulgação: https://goo.gl/J3UsCe

Goiânia, 8 de junho de 2017 – Há 17 anos, na segunda quinzena do mês de julho, algo mágico acontece na Vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás, onde fica a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: toda a região se mobiliza para a realização do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros - ECTCV. Um simbólico grito de resistência na luta pela conservação ambiental e das tradições culturais existentes no Brasil.

O evento reúne representantes de comunidades de diversas regiões do País em atividades que valorizam e celebram a cultura desses povos, assim como debatem as formas de preservá-las. A programação conta com 15 dias de apresentações culturais, incluindo cortejos, giros de folia, alvoradas, congadas, oficinas, vivências indígenas, shows, mostras de filmes, exposições, apresentações teatrais, palestras e rodas de prosa.

Etapas e atrações

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De 15 a 21 de julho, a Aldeia Multiétnica, primeira etapa do Encontro de Culturas, reúne povos indígenas de todo o Brasil para apresentações culturais e trocas multiétnicas, evidenciando suas culturas, celebrando o encontro dos povos e o fortalecimento de suas raízes. Os caciques Raoni Metuktire e Aritana Yawalapiti,  duas das maiores lideranças indígenas do Brasil, participam da abertura.

De 22 a 30 de julho, representantes da cultura popular tomam as ruas e os palcos da vila de São Jorge. Entre os dias 22 e 24, a comunidade do Sítio Histórico Kalunga assume o comando das festividades com o IV Encontro Quilombola da região da Chapada dos Veadeiros e apresenta fragmentos da Festa do Divino Espírito Santo, importante festejo religioso da comunidade, além de realizar discussões referentes à saúde, educação, cultura e sustentabilidade do povo Kalunga.




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Nomes como Chico César, Doroty Marques e a Turma Que Faz, Alessandra Leão e Caçapa, Conrado Pera, Silvan Galvão, Rosangela Silvestre, Mestre Solano, Passarinhos do Cerrado e o grupo Fulô da Aurora já estão confirmados. Os grupos tradicionais veteranos do Encontro, como o Congo de Niquelândia (GO), os grupos de cultura popular do Sítio Histórico Kalunga (GO), a Caçada da Rainha de Colinas do Sul (GO), a Catira e Folia de São João D’Aliança (GO), o Terno de Moçambique do Capitão Júlio Antônio (MG) e o Tambores do Tocantins (TO) continuam a fazer parte da programação principal.

 Cultura da preservação

Reconhecendo que resultados significativos serão alcançados apenas se as políticas de meio ambiente forem alinhadas às políticas sociais, a XVII edição do Encontro fortalecerá os debates em torno da sociobiodiversidade brasileira, com foco nas águas do Cerrado, abrindo novas perspectivas de uso sustentável da biodiversidade e da sabedoria popular pertencentes aos territórios das comunidades tradicionais. Com o tema “Cerrado das Águas”, visa promover e debater a preservação do bioma, considerado a caixa d’água do Brasil, pois abriga nascentes de rios que beneficiam oito das 12 grandes bacias hidrográficas do País e está em constante risco devido ao desmatamento causado pela expansão agrícola. Além disso, as discussões abordarão a recente ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, importante conquista da região, cuja área aumentou de 65 mil hectares para 240 mil hectares em maio de 2017. O evento deste ano também marca o aniversário de 20 anos da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge (CCCJ), que o criou e realiza há 17 anos.
 
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Sobre a motivação por trás da iniciativa, Juliano George Basso, presidente da CCCJ, explica: "Nosso propósito foi criar um território dentro do bioma Cerrado, em meio ao Planalto Central, onde povos e comunidades tradicionais tivessem a oportunidade de mostrar sua arte, beleza, tecnologias sociais, saberes, fazeres, seu patrimônio cultural tão rico”, explica. “O Encontro é um momento de celebração, a oportunidade para que elas, que vêm de diferentes regiões do Brasil, se encontrem e troquem conhecimentos entre si”.

Para Juliano, o Encontro é sinônimo de desenvolvimento social, humano e econômico da região da Chapada dos Veadeiros. Com apenas 800 habitantes, durante o evento o vilarejo de São Jorge recebe pessoas do mundo inteiro, movimentando o turismo local. Para muitas comunidades participantes, o Encontro representa uma importante fonte de geração de renda, por conta do dinheiro arrecadado com a venda de artesanato e outras atividades comerciais no evento.

Convidados

Neste ano, um dos convidados será o Cacique Raoni, hoje com 87 anos. Ele estará presente na primeira semana do evento, chamada Aldeia Multiétnica. 
Outros convidados confirmados são: 

Música:

1. Chico César; 2. Alessandra Leão e Caçapa; 3. Doroty Marques; 4. Mawaca; 5. Mestre Solano - o Rei da guitarrada; 6. Passarinhos do Cerrado; 7. Fulô da Aurora; 8. Silvan Galvão; 9. João Arruda; 10. Tambores do Tocantins; 11. Conrado Pera; 12. Xaxado Novo; 13. Cátia de França

Artes Cênicas:

1. Teatro - Cia de Teatro Nu Escuro – Pitoresca; 2. Musical - Turma Que Faz – Opereta da Turma (direção de Doroty Marques); 3. Dança - Amanda Cristina e Bianca Bazzo; 4. Dança - Rosângela Silvestre; 5. Teatro/Circo - Cia "Tem Sim Sinhô"; 6. Por Acaso_Tardes de Improviso (PorQuá Grupo de Dança e Vida Seca)

Literatura: 

1. Lançamento de livro de Jarid Arraes; 2. Lançamento de livro "Garimpo: Uma verdade sobre a Chapada dos Veadeiros", de Jorge Oliveira Junior

Artes Visuais:

1. Exposição fotográfica de Diering Adler

Festas, folguedos e folias: 

1. Folia do Divino de Crixás; 2. Caçada da Rainha de Colinas do Sul; 3. Caretada de Paracatu; 4. Comunidade do Sítio Histórico Kalunga; 5. Congo de Niquelândia; 6. Terno de Moçambique do Capitão Júlio Antônio

Participações indígenas (Aldeia Multiétnica):

1. Cacique Raoni; 2. Cacique Aritana Yawalapiti; 3. Fulni-ô; 4. Guarani Mbya; 5. Kamayurá; 6. Kariri-Xocó; 7. Denilson Baniwa; 8. Kayapó / Mebêngôkre; 9. Representantes da etnia Dessana, do alto Rio Negro.








(Ana Paula da Mota Leite/redação JAL)

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