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Entregador de gás é acusado de abuso contra menina de 4 anos

foto: Lucas Móbille
Um entregador de gás foi preso em Taguatinga, suspeito de abusar de uma criança de quatro anos durante uma entrega na QNL 24. O crime aconteceu na manhã da última segunda-feira. João José da Costa, 36 anos, já tinha passagem por estupro de vulnerável e estava fora da prisão desde março de 2016.
De acordo com o delegado da 17ª DP (Taguatinga Norte), João Maciel Claro, o suspeito teria se aproveitado da situação para cometer o crime. O relato é bastante forte. “Durante a entrega, ele pediu à avó da vítima para usar o banheiro. Quando ficou sozinho, chamou a vítima para ir ao banheiro também. Ele abaixou a calcinha da criança e esfregou o seu órgão genital no dela”, detalha o delegado.
Depois que o entregador foi embora, a criança começou a chorar e contou o que aconteceu para a avó e para uma tia. As duas entraram em contato com a mãe da menina, que não estava na casa, e foram à delegacia registrar ocorrência.
Os familiares repassaram o telefone do depósito de gás para a polícia. Os agentes ligaram e pediram a entrega de outro botijão em uma casa próxima à residência da vítima. No local, João José foi preso em flagrante.
Ele negou o crime. Ao ser questionado, o suspeito afirmou ter um filho de 9 anos. Entretanto, não respondeu nada após ser perguntado sobre o que faria caso seu filho estivesse no lugar da vítima.
João José tinha sido preso por crime semelhante em 2006 e saiu da cadeia em março do ano passado. A vítima na ocasião foi uma criança de 4 anos, em Taguatinga Sul. Ele estava trabalhando há cerca de seis meses no depósito de gás, e o patrão sabia de seu histórico.
Agora, o estuprador responderá novamente pelo crime e poderá ter a sua pena agravada por ser reincidente. A pena para o estupro de vulnerável varia de oito a 15 anos de prisão.
O delegado João Maciel também investiga se o suspeito pode ter cometido o mesmo crime em outras ocasiões. “Algumas pessoas da região relataram que ele também já tinha pedido pra ir ao banheiro em outras casas antes. Ele pode ter agido de modo semelhante”, diz. As investigações continuam.
No celular pessoal de João José foram encontrados conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. Ele responderá pelo artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que envolve a posse ou venda deste tipo de material. Somente por esse crime, ele pode ser condenado a pena de 4 a 8 anos. Ao todo, o estuprador poderá pegar mais de 20 anos de prisão.



(J.Br/redação JAL)

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