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Geddel divide cela com nove detentos na Papuda

foto: Daniel Ferreira

 O ex-ministro Geddel Vieira Lima divide uma cela com nove detentos na área de “vulneráveis” do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Além disso, o ex-chefe da Secretaria de Governo teve o cabelo cortado e toma banho frio.
Aliado do presidente Michel Temer (PMDB), Geddel foi transferido nesta terça-feira (4/7) da Superintendência da Polícia Federal para o presídio. O ex-ministro foi preso, preventivamente, na segunda-feira (3), no âmbito da Operação Cui Bono?, sob acusação de tentar obstruir a Lava Jato.
Depois de ter o cabelo aparado, Geddel seguiu para uma cela na ala A do Centro de Detenção Provisória (CDP). O setor onde é reservado para detentos com algum tipo de vulnerabilidade: idosos, ex-policiais, políticos e pessoas ameaçadas.
Mesmo vulnerável, o ex-ministro tem de fazer a higiene pessoal com água gelada, única disponível em sua ala. Ele também tem permissão para tomar banho de sol por duas horas ao dia.
O algoz de Geddel, o corretor e operador financeiro Lucio Bolonha Funaro, responsável pelo depoimento que o colocou na Papuda, também está no local, mas em ala diferente, a B. Portanto, mesmo nos banhos de sol, os dois não poderão se encontrar.
Para o Ministério Público Federal (MPF), Geddel tem agido para atrapalhar as investigações. O objetivo do ex-ministro seria evitar que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Funaro firmem acordo de colaboração com os procuradores.
Para isso, segundo os investigadores, Geddel tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo.


(Metrópoles/redação JAL)

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