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Padre Moacir injustiça comprovada

foto divulgação

A rede lançada pela Polícia Federal no mar de lamas de corrupção, investigado na Lava Jato, trouxe à tona tubarões e piabas que serviram de isca para a armadilha dos corruptos.

O maior escândalo de corrupção do país envolvendo políticos e empresários, fez vítimas com danos irreparáveis. O padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, em Taguatinga (Distrito Federal), foi uma das vítimas do ex-senador, preso na Lava Jato por corrupção, Jorge Afonso Argello Júnior (gato de botas).

As doações da empreiteira OAS para a Paróquia São Pedro, intermediadas pelo ex-senador e vice-presidente da CPMI da Petrobras no Congresso Nacional, Gim Argello, rastreadas pela Polícia Federal, fizeram o Ministério Público Federal denunciar o Padre Moacir por suspeita de Lavagem de dinheiro público.

No dia 26 de junho, a Polícia Federal enviou relatório de investigação do inquérito policial nº 2058/2015-4-SR/PF/PR, o qual conclui que o padre Moacir Anastácio é inocente das acusações de lavagem de recursos públicos e chama a atenção para o fato da inexistência de provas na doação entre OAS e Paróquia São Pedro, intermediadas pelo gato de botas, Gim Argello.

O Padre foi injustiçado pela imprensa que, após receber informações truncadas do Ministério Público, repassou para população causando transtorno na vida de Moacir Anastácio e da Paróquia São Pedro. O desgaste chegou ao ponto do banco recursar a abertura de contas da Paróquia que recebia doações de fiéis.

A Polícia Federal investigou exaustivamente e aguarda a manifestação do Ministério Público Federal. O relatório da Polícia Federal reconhece a falta de prova contra o Padre Moacir.
“Depreende-se, portanto, que não foram encontrados indícios que os recursos recebidos da OAS pela PARÓQUIA SÃO PEDRO tivessem destinação estranha à execução da obra examinada e na organização de eventos religiosos. Demonstrou-se a construção efetiva e a preço compatível com do estacionamento do Centro de Evangelização, além do patrocínio de uma festa de grandes proporções coordenadas pelo Padre MOACIR ANASTÁCIO DE CARVALHO.
Por fim, não restou comprovada qualquer espécie de contrapartida proporcionada pelo padre MOACIR ANASTÁCIO DE CARVALHO, seja de cunho financeiro direto, vantagens genéricas ou benefícios eleitorais entre os fiéis em prol de JORGE AFONSO ARGELLO ou outro.
Diante do exposto, entendo esgotadas as diligências a serem realizadas na esfera policial, motivo pela qual submeto os presentes autos a Vossa Excelência para que, ouvido o Ministério Público, determine o que melhor convier aos interesses da Justiça”. Conclui o delegado chefe da Polícia Federal no grupo de trabalho-Operação Lava Jato Ivan Ziolkowski.
Que se faça Justiça! Aos culpados cadeia!! Aos inocentes o pedido público de perdão pelo equívoco perpetrado!!


(Moisés Tavares/redação JAL)

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