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Rodoviários ameaçam greve, mas Justiça proíbe paralisação geral


 
foto: Renato Araújo
Rodoviários e patrões não chegaram a um acordo e, caso as negociações não avancem até domingo (9/7), quando haverá nova assembleia, a categoria pode entrar em greve a partir de segunda-feira (10). O GDF, contudo, se antecipou e conseguiu uma liminar para manter o serviço.
Dessa forma, rodoviários de cinco empresas que operam no Distrito Federal estão obrigados a manter 100% da frota em circulação nos horários de pico caso optem por fazer paralisação. A decisão foi proferida pela juíza Ana Beatriz Brusco, da 2ª Vara de Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Na sentença, a magistrada argumenta que o direito de greve dos trabalhadores não pode prejudicar milhares de pessoas que dependem do transporte público.
Segundo a juíza, a greve é um direito assegurado constitucionalmente como meio de viabilizar melhores salários e condições de trabalho. “Não obstante, não tem o condão de justificar a sustação do fornecimento de serviço público, em especial quando é essencial”, anotou.
A medida foi estabelecida após a Procuradoria-Geral do DF ajuizar ação civil pública contra as empresas São José, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Viação Marechal e Consórcio HP-ITA (Urbi). Juntas, elas respondem por cerca de 85% da frota que opera em Brasília.

A decisão também se estende ao Sindicato dos Rodoviários do DF. Caso descumpram os termos da liminar, a entidade sindical e as empresas pagarão multa de R$ 500 mil por dia.
Além de obrigados a manter 100% da frota rodando das 5h30 às 9h30, e das 16h às 19h30, as empresas deverão permanecer com 50% dos ônibus em circulação nos demais horários.



(Metrópoles/redação JAL)

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