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Em Pirenópolis homem corta genitália de companheira por uma suposta traição

Foto: PCGO
Um caso de agressão contra a mulher chamou a atenção de moradores e da polícia de Pirenópolis. Elisomar Pereira Pereira da Silva é acusado de agredir a então companheira. De acordo com a corporação, ele cortou um pedaço de tecido da genitália da vítima. Em seguida, com a mulher na garupa de uma moto, o agressor fugiu para Anápolis (GO).
Segundo investigações, um colega do criminoso, identificado como Múrcio Afonso Pereira, é acusado de esconder o agressor. “Além de ter recebido as imagens das agressões e não prestar socorro, ele ainda ajudou o acusado a se esconder da corporação”, revelou o delegado responsável pelo caso, Ariel Martins.
Elisomar foi indiciado por tortura mediante cárcere privado, estupro de vulnerável e oferta de drogas para consumo. Já Múrcio também foi indiciado por ter prestado auxílio a esses crimes. O inquérito foi encaminhado para a Justiça. Se condenado, o agressor poderá pegar até 28 anos de prisão em regime fechado.
No último dia 19, a Polícia Civil recebeu a denúncia de que uma mulher de 39 anos estaria sendo torturada e mantida em cárcere privado pelo companheiro, na Vila Cintra, em Pirenópolis. Os policiais foram até o local indicado, mas o criminoso fugiu com a vítima antes de a corporação chegar.
Peritos do Núcleo Regional da Polícia Técnico-Científica de Anápolis foram até o local e apontaram que havia sangue e cocaína no lugar. “No mesmo dia, recebemos uma ligação da vítima. Ela dizia que estava tudo bem e questionava o fato de termos entrado em sua casa. Respondi, apenas, que se estivesse tudo bem, ela deveria comparecer na delegacia para esclarecermos a situação”, contou o delegado.
Ainda segundo a corporação, enquanto permanecia foragido, Elisomar continuava encaminhado imagens das agressões contra a mulher para conhecidos dela. Pouco mais de dois dias após o crime, os policiais conseguiram localizar o agressor com a vítima na casa do irmão dele, em Anápolis. Ele foi preso e a vítima encaminhada para o hospital da região.
Em depoimento, o irmão de Elisomar informou que não deconfiava das agressões. Ele informou que o acusado pediu para ficar no local por alguns dias e ficava dentro do quarto com a vítima, a fim de que ninguém percebesse nada.
Em um dos áudios supostamente enviados pelo autor por meio do aplicativo WhatsApp, ele dizia: “Ela já tomou banho… tá quietinha… só quebrei um facão nas costas dela… pus pimenta [nas partes íntimas dela] e tudo. Dei uma sossegada boa nela, mas assim já tá de boa, tomou banho, nós já tamos conversando já, tá de boa”.
De acordo com declarações da vítima, o autor resolveu agredi-la para que ela confessasse uma suposta traição. Em razão das agressões que sofria, acabou confessando algo que não fez. Foi por conta disso que ele gravou áudios e tirou fotos das lesões da vítima, encaminhando esse conteúdo para conhecidos dela.
A mulher já havia registrado uma ocorrência por ameaça e agressões na Polícia Civil do DF contra o companheiro. No entanto, segundo informou, ele a teria feito desistir de prosseguir com a denúncia.



(J.Br/redação JAL)

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