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O corporativismo do Senado Federal salvou o mandato de Aécio Neves

O corporativismo do Senado foi decisivo para salvar o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na noite desta terça-feira (17/10), dos 44 senadores que votaram para derrubar as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao menos 19 (43,2%) são alvo da Operação Lava Jato. A maior parte deles (10) é do PMDB, partido que mais deu votos a favor do senador mineiro – foram 18, no total.
Aécio Neves é acusado de pedir e receber R$ 2 milhões dos executivos da JBS. De acordo com a investigação, o dinheiro seria propina. O tucano nega e diz que recebeu a decisão do Senado com “serenidade”.
Pensando no futuro, os senadores que são investigados pela Lava Jato fizeram questão de discursar em defesa de Aécio Neves. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), por exemplo, mesmo em recuperação de uma cirurgia, descumpriu recomendação médica e participou da sessão para ajudar a “salvar” o colega. “Quis Deus que eu tivesse saúde para que, depois de operado, estivesse aqui hoje também para falar desta tribuna como último orador”, disse o senador no discurso.

Também fazem parte da lista nomes como Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-MA) e Valdir Raupp (PMDB-RR). No PSDB, que deu 10 dos 11 votos possíveis a favor do correligionário, três senadores são alvo da Lava Jato: Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP). Apenas Ricardo Ferraço (ES), também investigado, não compareceu à votação.
Dos 26 que votaram contra o tucano, seis são alvo da Lava Jato. Entre eles, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada.
O partido chegou a divulgar uma nota, logo após o afastamento de Aécio, na qual defendeu o enfrentamento com o Supremo, mas recuou após repercussão negativa.
Em defesa da sociedade a Ordem dos Advogados do Brasil cobrou do Senado uma resposta para as acusações que pesam contra Aécio Neves (PSDB/MG). Em nota pública, subscrita pelo presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia, a entidade máxima da Advocacia afirma que “o fato de o Senado ter debatido e decidido sobre a validade das restrições que o Supremo Tribunal Federal impôs a Aécio Neves não impede a realização da outra discussão importantíssima sobre o caso, que é aquela sobre os fatos em que o senador se envolveu”.
“A sociedade espera uma resposta do Senado a respeito das acusações imputadas ao senador Aécio.”
Nesta terça-feira (17/10), por 44 votos a 26, o Senado livrou Aécio de medidas cautelares impostas pelo Supremo – os ministros da Corte máxima haviam decretado o afastamento do tucano de suas funções parlamentares e o proibiram de sair de casa à noite por suspeita do recebimento de propina de R$ 2 milhões da JBS. O senador nega.
“Neste momento de crise, a classe política precisa agir com transparência e abrir mão do corporativismo”, sugere a OAB. “Do contrário, a superação deste momento difícil fica ainda mais distante e o abismo entre o povo e seus representantes só aumenta.”




(Metrópoles/Fotos: Wilson Dias, Daniel Ferreira/redação JAL)

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