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Ações da Embraer sobem 21% com rumor de negociações para compra por Boeing


As ações da Embraer disparam nesta quinta-feira após a publicação de uma reportagem do "Wall Street Journal", segundo a qual há conversas da Boeing para uma possível aquisição da Embraer. Nos Estados Unidos, os recibos de ações (ADRs) avançam 24,46%, para US$ 24,88. Na B3 (antiga BM&FBovespa), os papéis têm alta de 21,16%, para R$ 19,98. Os rumores ocorrem pouco mais de dois meses depois da união de Airbus e Bombardier, movimento que criou uma rival de peso para a Embraer.

Negócio avaliaria a Embraer com prêmio elevado em relação ao seu valor de mercado, que era de US$ 3,7 bilhões na manhã de hoje, segundo o jornal.
As conversas, no entanto, aguardam avaliação do governo brasileiro sobre assinatura de eventual acordo. Por causa da existência de uma golden share, com poder de veto, o negócio precisa da aprovação do governo brasileiro.
A Embraer é apresentada pelo "Wall Street Journal" como "a joia da coroa da indústria brasileira". O texto destaca que não há garantias de que o governo concorde com o negócio. A americana Boeing, por sua vez, estaria disposta a proteger a marca da Embraer, a administração e os empregos, segundo uma das fontes, para ter mais chances de conclusão do negócio.

Com sede em Chicago, a Boeing é a maior fabricante de aeronaves do mundo. A empresa foi fundada em 1916 e fabrica aviões comerciais, militares, satélites e sistemas de lançamento. Já a Embraer foi criada pelo governo brasileiro em 1969, e privatizada em 1994. A compra poderia acrescentar jatos regionais ao portifólio de aeronaves comerciais da Boeing.

Os rumores de uma aquisição da Embraer pela Boeing ocorrem pouco mais de dois meses depois da compra de uma fatia majoritária do programa de aeronaves C Series da Bombardier pela Airbus. A empresa canadense é a principal concorrente da Embraer no segmento de jatos de até 150 assentos.
Na época, a avaliação de especialistas foi de que a aliança com a Airbus criaria uma rival de peso para a empresa brasileira e poderia levar a novas movimentações no setor. Quando a união da Airbus e da Bombardier foi anunciada, a Embraer afirmou que continuaria empenhada em manter a liderança no mercado de aeronaves de até 150 assentos.

No terceiro trimestre deste ano, a Embraer conseguiu reverter um prejuízo de R$ 111,4 milhões registrado no terceiro trimestre de 2016 e obteve lucro de R$ 351 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu para R$ 443 milhões, ante R$ 174 milhões no terceiro trimestre de 2016.





(O Globo/Foto: Paulo Fridman-Bloomberg/redação JAL)

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