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A suspeita de mortes por febre amarela provoca corrida a postos de vacinação



Os recentes casos de mortes suspeitas por febre amarela causaram uma corrida aos postos de vacinação de Valença, no Sul Fluminense, na manhã deste domingo. Dezenas de pessoas foram às tendas de vacinação na rodoviária e no mercado municipal. Também nesta manhã mais uma pessoa foi internada com suspeita da doença no Hospital Universitário da cidade. Um lavrador buscado em casa por membros da comissão de saúde da Câmara dos Vereadores, que recebeu a denúncia sobre o estado de saúde do trabalhador rural.

O coordenador da Defesa Civil de Valença, Luiz Carlos Alves Ferreira, acompanhou a visita ao sítio em que Camilo mora de favor, após ser despejado e garante que seu efetivo está a disposição da secretaria de Saúde.

Quem aproveitou para se imunizar foi Margarida de Figueiredo. Aos 89 anos ela procurou um dos pontos de vacinação apesar da restrição para idosos:
— Na outra campanha, idosos não podiam ser vacinados. Agora que posso, estou tomando porque estou muito preocupada.

A dona de casa Márcia da Silva Pinto, de 45 anos, levou o afilhado Ramon Eduardo Moreira, de 11, para a vacinação.
— Eu tenho propriedade na roça e vou levar ele. Fiquei com medo porque sou vacinada, e ele não era — disse ela.

O secretário de saúde do estado, Luiz Antônio Teixeira, se reuniu com o prefeito do município, Fernando Graça, e anunciou que disponibilizou R$ 200 mil para uma série de ações de prevenção na região. Entre elas o pagamento de pessoal e transporte das equipes de imunização. Por meio de uma parceria com o Corpo de Bombeiros e com a Defesa Civil, o município contará com equipes que farão a busca ativa de pacientes que ainda não estão imunizados, especialmente nas áreas rurais.

Desde março de 2017 até agora foram confirmados 29 infectados e 10 óbitos consequentes da doença, de acordo com cálculos da Secretaria estadual de Saúde (SES). Além dos três casos de mortes, outras três - de pessoas que estão internadas - estão sob investigação em Valença, de acordo a prefeitura do município. Na cidade, o único caso de febre amarela confirmado é de um jovem de 23 anos, que foi transferido para Resende a pedido da família e passa bem.

Em nota, o secretário ressaltou que também está em contato com a prefeitura de Teresópolis, onde foi confirmada a primeira morte por febre amarela no ano: “Viemos a Valença para reforçar nosso apoio integral ao município e estamos em contato direto com Teresópolis. Precisamos agir em três frentes: prevenção, realizando a busca ativa de pessoas que ainda não se vacinaram para oferecer a vacina a essa população que vive nas áreas de mata; assistência, com diagnóstico rápido e, por isso, todas as unidades devem estar em alerta; e informação”.

Estado do Rio registra a primeira morte por febre amarela este ano.

Apesar dos pontos isolados, o governo faz o alerta para que toda a população do estado procure os postos de saúde para imunização. A exceção é para bebês com menos de nove meses e pessoas com restrições de saúde — todas as informações podem ser acompanhadas no site: www.febreamarelarj.com.br.

Ainda de acordo com SES, não há risco da faltar de vacinas para a população: "A campanha de vacinação intensa já existe desde julho de 2017 para todos os moradores do estado. Todas as cidades do Rio estão incluídas em campanhas para imunização e o estado vem apoiando com maior rigor a campanha em alguns pontos, como aconteceu em Valença, mas o estado está preparado para imunizar toda a população.

Todos os pedidos de doses estão sendo enviados conforme demanda das prefeituras. Alguns, inclusive, já receberem vacinas referentes ao total de habitantes", informou o órgão.






(O Globo: Foto: Domingos Peixoto/redação JAL)

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