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Homem invade escola pedindo socorro e morre após ser rendido por seguranças

Francisco Edicacio Garcia de Souza, 40 anos, teria ido até a instituição pedir ajuda após ser atropelado. Agentes da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) investigam o caso.



A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de um homem dentro de uma escola técnica de enfermagem e radiologia em Taguatinga Norte. Após ser atropelado, Francisco Edicacio Garcia de Souza, 40 anos, teria ido até o Instituto Madre Teresa pedir ajuda, porém, foi imobilizado pelos seguranças e acabou morto nesta segunda-feira (19/2). O homem tinha histórico com drogas e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Os investigadores ainda não sabem o que provocou, de fato, o óbito.

O boletim de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mostra que a vítima teve um surto psicótico, foi atropelada e teve uma parada cardiorrespiratória. As investigações estão a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte).  

De acordo com o delegado João Maciel Claro, que comanda a apuração, nenhuma testemunha foi ouvida até a última atualização desta reportagem. "A esposa esteve na delegacia, na terça-feira (20/2), e confirmou que ele era usuário de drogas, mas ainda não sabemos se essa foi a causa da morte", afirma. O delegado comenta, ainda, que somente após a conclusão do laudo do exame de corpo e delito as causas do óbito poderão ser identificadas.  

O Jornal Águas Lindas teve acesso a filmagens amadoras, que mostram dois momentos: quando a vítima é rendida pelos seguranças e, depois, quando alunas da instituição prestam os primeiros socorros ao homem, que já estava com parada cardiorrespiratória.

Natural do Ceará, Francisco era casado e deixa uma filha de 19 anos, que vive no Rio Grande do Norte. Ele morava com a esposa em Taguatinga e trabalhava na mesma região com venda de peças de automóvel. O irmão dele, Adalberto Garcia, 49 anos, conta que a vítima teve problemas com o uso de drogas, porém, já havia parado, há nove meses. "Ele estava conquistando as próprias coisas, deu a volta por cima muito rápido. Não dá para saber o que aconteceu", comenta.

Garcia conta que Francisco não foi trabalhar no dia da morte, mas teria passado no local de trabalho para conversar com os chefes. "Ele fez aniversário no domingo. Eu o vi segunda, por volta de 17h e ele me disse que estaria indo para casa. Eu ainda pedi para ele tomar cuidado e vir trabalhar no dia seguinte", lamenta. O irmão da vítima frisa, estar confuso quanto às filmagens que mostram os seguranças imobilizando Francisco. "Ele estava sangrando, com um corte na testa. Ainda não sei como isso aconteceu, se foi na rua. Vamos esperar as investigações e aguardar os laudos para tomar qualquer atitude", garante.
Adalberto afirma não saber se o irmão teria voltado a usar entorpecentes ou se ele estava apenas assustado, procurando ajuda na instituição. "Ele parecia estar alterado nos vídeos, mas poderia ter sido bebida alcoólica", pondera. 

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Publicado Por Jornal Águas Lindas