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Caixa de Pandora volta a aterrorizar Brunelli.

Por Marcos Alexandre

Acordos foram homologados em janeiro deste ano; Operação foi pioneira em acordos de colaboração





uitos achavam que a caixa já estava fechada, que não havia mais nada a ser revelado, e já se exalava o odor de impunidade, porém a caixa está mais aberta do que nunca, e com revelações que irão definir o futuro do ex parlamentar Junior Brunelli.

Nove anos após o inicio, a operação Caixa de Pandora teve um novo capítulo neste ano com a recente homologação de duas delações premiadas de ex-funcionárias da instituição  ligada à família do ex-deputado distrital, pastor Rubens Cesar Brunelli Junior, conhecido como Junior Brunelli (ex-PSC, atualmente sem partido).da Igreja Casa da Benção, delações que estão sendo vista como a tampa do caixão político do ex-parlamentar.

Marlucy de Sena Guimarães de Oliveira e Maria das Mercês Pereira de Souza, duas ex-funcionárias da Catedral da Benção, sede mundial das igrejas Casa de Benção, fecharam acordo com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) que foi homologado em janeiro deste ano.

Ao todo, as delações somam sete volumes de depoimentos, que não atingem pessoas com foro privilegiado, mas trazem mais detalhes sobre o esquema que desviava dinheiro público via Associação de Assistência Social Monte das Oliveiras por meio do financiamento de projetos de fachada com dinheiro do governo do DF.

Os acordos foram homologados enquanto a Justiça do DF ainda ouvia as testemunhas da ação penal contra Brunelli, acusado de desviar R$ 1,7 milhão que foram destinados aos cofres da Associação. Com as delações porém, o juiz da Primeira Vara Criminal de Taguatinga, Tiago Fontes Moretto, determinou a suspensão das audiências previstas para este mês e a notificação dos réus sobre os acordos.

Segundo informações após a divulgação oficial da entrega das delações, Junior Brunelli entregou a sua credencial pastoral na reunião de Santa Ceia, realizada no domingo dia 11 de março pela manhã, culto que reúne  todos os membros da instituição, na qual é realizado mensalmente na Catedral da Benção em Taguatinga Sul..

Com um discurso emotivo, Brunelli declarou que nos próximos dias viriam muitas criticas via imprensa, ressaltou também que a sua vocação não seria para o pastorado, mas sim para a política e que iria se dedicar totalmente ao meio político, declarou que o SCT (Supremo Concílio das Igrejas Casa da Benção) através do seu estatuto não aprova a candidatura de pastores e ministros da instituição, e por esses motivos estaria desistindo do ministério pastoral.

Brunelli ficou conhecido como o deputado da “oração da propina” ao ser gravado orando com delator do esquema do mensalão do DEM Durval Barbosa. De acordo com as investigações, o ex-deputado teria pedido os R$ 1,7 mi à Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) para realização de quatro projetos sociais que nunca saíram do papel.

Agora com as colaborações os investigadores devem avançar ainda mais contra Brunelli e outros suspeitos de envolvimento no esquema que ficou conhecido como “Mensalão do DEM” e levou à prisão do então governador do DF José Roberto Arruda (ex-DEM).

A Caixa de Pandora ficou famosa por ser uma das primeiras operações a utilizar a colaboração premiada e ações controladas por meio das gravações feitas por Durval Barbosa, o que levou pela primeira vez à prisão de um governador ainda no exercício do cargo. Na época, quem comandou a força-tarefa da Operação foi a hoje procuradora-geral da República Raquel Dodge.


Fonte: Jornal Águas Lindas / O Globo



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