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Hospital psiquiátrico de Goiás tem surto de H1N1; 6 pacientes infectados

No estado, já são 11 casos da doença confirmados, com uma morte. Três dos pacientes do hospital com o vírus estão na UTI





Secretaria Estadual de Saúde de Goiás confirmou, nesta quinta-feira (15/3), 11 casos da gripe H1N1 no estado. Os doentes vivem em três cidades: Goiânia, Trindade (na região metropolitana da capital) e Anápolis, município a 150km de Brasília. Uma mulher de 54 anos morreu em decorrência do vírus. Em todo o ano passado, Goiás notificou três casos de H1N1.

A situação é mais preocupante no hospital psiquiátrico Vila São Cottolengo, em Trindade, onde há seis doentes. A unidade abriga 320 pessoas com comprometimento da saúde mental e motora. Os pacientes infectados com H1N1 têm entre 39 e 50 anos, sendo que três deles estão na unidade de terapia intensiva (UTI).

Apesar de admitir um surto na unidade de saúde, a Vigilância Epidemiológica garante que a doença está sob controle. "Todas as medidas estão sendo desenvolvidas. Todos os pacientes estão sendo tratados. Estamos trabalhando para evitar novos casos e que mortes ocorram", afirma a gerente de Vigilância Epidemiológica de Goiás, Magna Maria de Carvalho.

A vacina atualizada contra o H1N1 ainda não está disponível. Os pacientes que adoeceram no Hospital Vila São Cottolengo haviam sido imunizados antes, mas a proteção tem validade de um ano. "Esse é um local em que as pessoas têm doenças neurológicas e comprometimento de imunidade", justifica Magna.

Dos outros cinco casos confirmados no estado, quatro são em moradores de Goiânia, distante 220km de Brasília, e um em Anápolis.

Segundo o Ministério da Saúde, a Campanha Nacional Contra a Influenza será de 16 de abril a 25 de maio, sendo que o dia 5 de maio será marcado como o dia D de mobilização nacional, data em que os esforços para a imunização são intensificados. No ano passado, mais de 1,5 milhão de pessoas foram vacinadas contra a doença.

Situação no DF

A Secretaria de Saúde do DF  garante que, assim como em 2017, neste ano, ainda não houve registo de casos de H1N1 na capital federal. Já em 2016, foram registrados 133 casos e 17 mortes.

O ciclo de transmissão do vírus H1N1 começa no inverno do hemisfério Norte enquanto aqui, no hemisfério Sul, é verão. Por isso,as vacinas são formuladas, sobretudo nos Estados Unidos. As cepas do microrganismo sofrem mutações anualmente e os imunobiológicos são atualizados de forma que sejam eficazes contra o vírus.

Os sintomas da gripe  H1N1 são similares aos sintomas da gripe comum. Eles incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos, além de pneumonia e falência respiratória em algumas situações. Pode haver também uma piora de doenças crônicas já existentes.

O vírus é transmitido da mesma maneira da gripe comum. Os vírus se disseminam de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirros. Algumas vezes, as pessoas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou seu nariz.

Tira-dúvidas

O que fazer para diminuir o risco de contaminação?
A primeira coisa a ser feita é a prevenção higiênica, ou seja, lavar as mãos sempre, evitar tocar nariz, olhos e boca, usar lenços descartáveis para espirrar e tossir, evitar locais aglomerados, manter boa alimentação e ingerir muito líquido ao longo do dia.

O uso de máscaras ajuda?

Isso é para quem está doente. A máscara faz uma proteção mecânica, que evita a disseminação do vírus a partir de uma pessoa que está tossindo e espirrando. É importante também para diminuir o contato com outros micro-organismos e agravar um quadro clínico.

Quando procurar o médico? 

O paciente que tiver sintomas de gripe e febre alta deve procurar assistência médica nas primeiras 24 horas. Os antivirais são recomendados somente nas primeiras 48 horas. É importante detectar a gripe H1N1 precocemente para se evitar casos agudos e internações.

Qual a diferença da gripe comum para a H1N1?

A influenza é comumente conhecida como gripe. Trata-se de uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Já o vírus influenza A/H1N1 é responsável por epidemias sazonais e pelas grandes pandemias. O H1N1 é uma doença respiratória dos porcos e leva a desdobramentos graves.

Há grupos de risco?

Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade possuem um risco maior de desenvolver complicações. A melhor maneira se prevenir contra a influenza sazonal é se vacinar todo ano.

Fonte: Jornal Águas Lindas / CB

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