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Pré-candidatura de Maia joga um balde de água fria em Henrique Meirelles

Apoio do MDB ao ministro da Fazenda pode ser incerto




pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da República pode ter minado as chances de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, receber o apoio do MDB. Embora o auxiliar do presidente Michel Temer agrade a caciques do partido, e a filiação dele à legenda seja bem-vista, a avaliação atual de emedebistas em relação à corrida eleitoral é outra. Com partidos do centrão apoiando o presidente da Câmara dos Deputados, e não o chefe da equipe econômica, alçá-lo como candidato governista se tornou uma tarefa difícil.

O cenário já era conturbado para Meirelles. O PSD, atual partido do ministro, vai apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Sem apoio dentro da legenda, ele se aproximou do MDB. A boa gestão fiscal à frente da Fazenda e o bom diálogo com o mercado financeiro renderam elogios do presidente nacional emedebista, senador Romero Jucá (RR). Mas a articulação pelo DEM de uma base de apoio com PP, PRB, PSC, PHS, PR, Solidariedade e Avante leva a sigla a rever os planos em relação a uma pré-candidatura de Meirelles.

“A convenção do DEM (na quinta-feira) mostrou várias lideranças procurando Maia para prestar apoio e costurar uma aliança. A mesma aproximação não deram a Meirelles. Isso atrapalha muito a pré-candidatura dele pelo MDB”, sustentou um líder do partido. Para um pré-candidato ser lançado, o emedebista sustenta que é necessário vontade, apoio do partido, e condição política. “Das três situações, ele praticamente conta apenas com o desejo”, acrescentou.

A falta de consenso dentro do MDB é o que tem levado Meirelles a estudar com cautela uma filiação à legenda. Afinal, depois de ter estabilizado a crise econômica, o auxiliar de Temer espera algumas garantias de que possa ser escolhido como pré-candidato. E tal salvaguarda é algo que nem o chefe do Executivo federal assegurou a ele. “Ele ouviu do próprio presidente que o partido é complexo e nem ele mesmo poderia dar garantias”, disse um interlocutor do emedebista.

O interlocutor lembra que, nas eleições de 2006, Itamar Franco, ex-presidente da República, e Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, tiveram pré-candidaturas confirmadas pelo MDB. No fim das contas, ambos voltaram atrás. E o partido, presidido à época por Temer, desistiu de lançar uma candidatura própria por falta de condições políticas.

Respeito

Qualquer decisão final a respeito de Meirelles ainda será muito bem avaliada, prega o deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS), vice-líder do governo na Câmara. “Ele é um dos responsáveis pela reforma no país e querido dentro do partido. Mas ele é um entre outros nomes do centro”, destacou.

A colocação de Perondi não é diferente do que declarou na quinta-feira o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun. O articulador político do governo federal ressaltou que o Palácio do Planalto vê a pré-candidatura de Meirelles com “respeito”, tal como a de Maia. “E o mesmo respeito que acompanharemos candidaturas de outros partidos que compõem a base. Inclusive, de alguma do MDB, que possa vir a ser lançada”, disse.

O MDB, por hora, avalia o panorama político. A ideia é analisar com cautela o lançamento de pré-candidaturas, ao passo que espera por uma melhora da popularidade do governo e de Temer. O lançamento de uma candidatura do presidente é bem-vista por correligionários e auxiliares. Oficialmente, entretanto, o governo nega tal vontade. “O presidente insiste em não ser candidato, nem pré-candidato, hoje”, afirmou Marun.

Fonte: Jornal Águas Lindas / CB

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