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Sistema de bilhetagem do DF pode ter sido alvo de fraude desde a sua criação

Auditor da Secretaria de Mobilidade seria o líder do esquema. A estimativa é de que os desvios ultrapassaram R$ 1 bilhão




s novas investigações sobre o esquema de fraude no DFTrans apontam que o sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público pode ter sido alvo de fraude desde a sua criação. O trabalho atual é um desdobramento da Operação Checklist, deflagrada em setembro de 2017, que apurou a cobrança e o recebimento de valores por parte de servidores públicos lotados na Secretaria de Mobilidade (Semob) para aprovar a vistoria de veículos de transporte coletivo rural irregulares ou com defeito.

A promotora de Justiça de Defesa do Patrimônio Público Lenna Daher reforçou que há uma organização criminosa agindo no transporte público do DF. “Esse grupo descobriu uma mina de ouro. Independente do valor da fraude, o sistema custeava”, enfatizou.

Além da responsabilização criminal, ela reforçou que o Ministério Público vai adotar as medidas cíveis e administrativas para estancar os desvios. “Vamos seguir o caminho do dinheiro e tentar recuperá-lo”, disse, durante coletiva de imprensa da Operação Trickster, nesta quinta-feira (15). O nome da operação faz referência à forma de agir do grupo criminoso. O Trickster é uma figura mitológica responsável por ensinar os outros por meio de traição e astúcia.

Além do Ministério Público do DF (MPDFT), da Polícia Civil e da Controladoria do DF, a operação contou com o apoio da Polícia Federal para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão em outras unidades da Federação. De acordo com o delegado-chefe da Coordenação de Repressão a Crimes Contra o Consumidor, Ordem Tributária e Fraudes (Corf), Wislley Salomão, o sistema do DFTrans tinha algumas inconsistências que possibilitaram as fraudes. Ele ressaltou que essa é a primeira fase da operação, mas as investigações continuam para averiguar outras condutas ilícitas.

Sessenta passagens em oito segundos

No total, foram presas 34 pessoas e cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Além do DF, as diligências foram realizadas em Goiás, na Paraíba e em Pernambuco. As suspeitas começaram com a descoberta de descarregamentos de cartões e uso em linhas diferentes num curto espaço de tempo.

Um deles chegou a ser utilizado 60 vezes em um intervalo de oito segundos entre as viagens, em uma única linha. Os detidos são acusados de peculato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Auditor já havia sido preso por receber propina

Com o avanço da operação, ficou evidente que o auditor da Semob Pedro Jorge Brasil seria o líder do esquema. Ele utilizava-se do cargo para vincular falsos funcionários ao recebimento de vale-transporte. Outros servidores do DFtrans o ajudavam a alimentar o sistema com as informações. O auditor foi preso pela segunda vez, pois já tinha sido alvo da Operação Checklist. Mesmo fora da secretaria, ele continuava usando a senha para operar o sistema.

Fonte: MPDFT  / Jornal Águas Lindas

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