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Ter animais silvestres em casa requer autorização do Ibama e cuidados específicos; entenda as regras

Além da permissão, cada animal contempla rotina, alimentação e assistência diferentes. 





Já pensou em ter como animal de estimação uma coruja, sagui, cacatua, furão ou iguana? É possível adquirir um animal silvestre de forma legal através de criadores ou estabelecimentos que possuem a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas, embora pareça divertido ter um bichinho diferente dos tradicionais cães e gatos, a decisão requer responsabilidade, pois eles demandam cuidados diferenciados.

Por definição, animal silvestre é "todo aquele de espécie que naturalmente nasce e vive em ambientes naturais tais como florestas, savanas, oceanos e rios". Segundo o Ibama, animais considerados domésticos pela Instrução Normativa (93/1998) não precisam de autorização para criação ou comercialização. Em casos de aves exóticas, a permissão também não é necessária, desde que sejam castradas conforme a IN (18/2011).



No Brasil, o tráfico ilegal e a caça de animais silvestres é crime previsto em lei. Por isso, antes de adquirir qualquer espécie é importante verificar a legalidade do criadouro perante o Ibama. Caso a situação seja irregular, cabe multa que varia de R$ 500 a R$ 5 mil e detenção de seis meses a um ano.

“Animais silvestres somente são legais apenas se comprados de criadouro autorizado. Qualquer outro meio de obtenção do animal é considerado crime ambiental. O animal deve ter anilha ou microchip e o proprietário deve guardar a nota fiscal, que é a garantia da compra legal”, destaca o Ibama.

Esquilos-da-Mongólia

O amor pelos animais sempre esteve presente na vida de Pedro Henrique Camargo, de Votorantim (SP). Tanto que o estudante se tornou tutor de 13 esquilos-da-Mongólia há cerca de dois anos. A espécie já é comum em lojas específicas para animais, já que sua criação não necessita de autorização do Ibama.

Pedro conta que os roedores, que possuem hábitos noturnos, consomem uma ração específica e ficam separados de seus dois cães de estimação. Ele acompanha a rotina dos esquilos diariamente e os cuidados são constantes. “É preciso ter muito amor e cuidado já que se trata de uma vida”, afirma.



Cágado

Ao contrário do que pode se pensar, esse animal silvestre não possui as mesmas características das tartarugas e jabutis. O cágado é um quelônio de água doce e semiaquático, ao contrário do jabuti que possui hábitos terrestres. Quando comparado à tartaruga, as diferenças aparentes entre as espécies são sutis: os cágados possuem casco mais achatado e pescoço mais longo que os demais.

Para Alex Afonso de Barros Silva, de Pilar do Sul (SP), o cágado fêmea carinhosamente chamado de "Chiquinha" já faz parte da família e conquistou a estimação do tutor, mesmo tendo chegado há apenas dois meses. O pet precisa ser comprado com nota fiscal e certificado de origem, pois os lojistas devem estar cadastrados e autorizados pelo Ibama.

Segundo Alex, o réptil é um animal fácil de cuidar e sua alimentação contempla frutas e verduras. “Ela passa a maioria do dia na caixa comendo fruta ou no quintal comendo grama. Mas, como não é um animal tão comum, são necessários alguns cuidados. Como está na fase inicial da vida, fico observando no quintal para não correr o risco de ser atacada por algum inseto”, explica.



Especialista

O veterinário Enore Augusto Massoni, especialista no atendimento de animais silvestres e exóticos em uma clínica de Sorocaba (SP), explica que esses pets possuem particularidades e aspectos que variam de acordo com a espécie.

“Os animais silvestres são totalmente diferentes dos chamados animais de estimação convencionais, ou seja, cães e gatos. Eles possuem muitas particularidades em todos os aspectos: alimentação, ambiente, cuidados, doenças e comportamento, por exemplo. Quando falamos de animais silvestres estamos abrangendo uma infinidade de espécies, aves, répteis, anfíbios, peixes e pequenos mamíferos, sendo, cada uma delas totalmente diferente uma da outra”, detalha o especialista.



Segundo Massoni, os atendimentos da clínica variam de aves, répteis, serpentes de diversas espécies até lagartos, e também pequenos mamíferos como hamsters, esquilos, ratos, furões, porquinhos-da-índia, chinchilas e coelhos.

Antes de adquirir um animal, seja ele de qualquer espécie, alguns cuidados são necessários, segundo o veterinário.


“É sempre importante pesquisar se o animal se adequa ao perfil do proprietário, com relação ao espaço. Se a pessoa quer um animal de companhia, por exemplo, tem que optar por espécies que interajam mais”, comenta o especialista.



Ainda segundo Massoni, também é importante consultar um veterinário de confiança para sanar quaisquer dúvidas com relação aos cuidados. "Para que esse novo animal tenha um ambiente saudável e todas as suas necessidades supridas o mais próximo possível do seu ambiente natural”, conclui o veterinário.


Fonte: G1 / Jornal Águas Lindas

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