PLANTÃO DE NOTÍCIAS

28 de maio - Dia Nacional da Luta pela Redução da Mortalidade Materna - Dr. Lucas Antonietti

A diminuição da mortalidade materna é uma das principais metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).




Por Dr. Lucas Antonietti

Olá. 

Hoje iremos falar sobre o Dia Nacional da Luta pela Redução da Mortalidade Materna, uma data importante no calendário da saúde. O assunto integra um dos itens dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Neste artigo, confira as principais causas de mortes de mulheres que têm seus filhos no Brasil, segundo dados oficiais.

Prepare-se e boa leitura.

 item intitulado “Saúde de qualidade”, indica o objetivo de “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”. Em suas definições, cita a meta de “até 2030, reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100.000 nascidos vivos”.

No Brasil, o objetivo específico é reduzir em três quartos o número de mortes verificado em 1990: passar de 141 para 35 mortes a cada 100 mil nascimentos. Apesar de ter diminuído consideravelmente essa taxa (hoje, de acordo com o Banco Mundial, são 44 mortes a cada 100 mil nascimentos), ainda não há previsão de quando a meta da ONU será alcançada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 830 mulheres morrem por dia por conta de complicações relacionadas à gestação e parto no mundo. Mas, quais são as principais causas de mortalidade materna?

O que é a mortalidade materna?

A mortalidade materna, segundo o Ministério da Saúde é a quantidade de mortes de mulheres que ocorreram por causa de complicações advindas da gestação ou maternidade, a cada 100 mil nascimento de bebês.

A mortalidade materna no Brasil caiu de 153 óbitos em 1990 para 60 mortes em 2015 a cada 100 mil nascidos vivos. Os dados podem variar muito de um estado para outro, mas no geral, ainda é muito alto se comparado a outros países.

1. Pressão alta na gravidez:



A pressão alta na gravidez é a principal causa de morte materna no Brasil. Essa é uma doença perigosa, pois é muito silenciosa: os sintomas podem ser confundidos com alguns incômodos comuns do final da gravidez.

A pré-eclâmpsia é o quadro de hipertensão na gravidez, que pode evoluir para dois quadros extremamente graves: a eclâmpsia e a síndrome de hellp.

Para evitar a pré-eclámpsia é preciso fazer um acompanhamento pré-natal de qualidade. A gestante também pode adquirir as máquinas para medir pressão em casa e fazer o acompanhamento diário da pressão arterial.

Veja alguns sintomas de alerta para a pré-eclâmpsia:

  • pressão arterial mais alta que 14o/90 mmHg;
  • dores de cabeça;
  • dores na barriga;
  • ver pontos brilhantes ou pretos;
  • inchaço no corpo, principalmente mãos, pés e no rosto.

2. Hemorragias no pós-parto:

Esta causa de morte está relacionada a falta de assistência médica de qualidade no parto e pós-parto. As cirurgias cesarianas também estão relacionadas à hemorragia.

A hemorragias ocorrem principalmente em decorrência de problemas na placenta, como descolamento de placenta, placenta aderida, etc.

Para evitar as hemorragias, é necessário que o acompanhamento pré-natal seja criterioso em relação aos exames de ultrassom e ao monitoramento da saúde materno-fetal.

O alto índice de cirurgias cesarianas também pode ser responsável por casos de morte por hemorragia devido a placenta aderida.

É essencial que as gestantes saibam quais são as reais indicações de cesariana para que não desistam do parto normal apenas por conveniência médica.



3. Infecções no pós-parto:

As infecções são também são uma das principais causas de óbito maternos no país. É um mal que pode acometer tanto mulheres que estão no puerpério quando mulheres que sofreram aborto.

É importante que todas as mulheres em período de puerpério fiquem atentas a sinais de alerta e procurem auxílio médico.

Confira alguns sinais de alerta para infecções pós-parto:


  • perda de sangue: é normal que haja um fluxo de sangue no pós-parto, pois o endométrio está se renovando após o nascimento do bebê, no entanto, caso ocorra um sangramento grande e repentino, procure um médico;
  • dor de cabeça constante: mesmo no pós-parto a dor de cabeça é sinal de alerta sim; mesmo que seja apenas efeito colateral da anestesia, procure atendimento médico para que você possa melhorar e ter certeza de que não é nada grave;
  • febre alta: febre acima de 38 graus pode indicar que seu corpo está tentando combater alguma infecção, por isso, vá ao hospital;
  • barriga inchada e sensível: se sua barriga estiver muito inchada, dolorida e apresentar vermelhidão ao redor da sutura da cesariana, procure atendimento médico imediatamente;
  • secreção vaginal muito mau cheirosa: é um indício de infecção no útero ou vagina, é necessário atendimento médico imediato.
4. Aborto:

Mulheres que sofrem aborto, espontâneo ou não também são as que mais morrem.

É essencial procurar atendimento médico nesses casos, para que seja realizada a curetagem, se necessário. Também é preciso realizar exames após o procedimento para avaliar se não restaram partes do saco gestacional no útero.

Não realizar a curetagem pode fazer com que ocorra complicações como infecções e hemorragias.

 O acompanhamento pré-natal, bem como a atenção no puerpério são muito importantes para evitar a mortalidade materna. Mas, sem dúvidas, o essencial é que todas as gestantes esteja bem informadas sobre tudo que acontece na gravidez para que possam se cuidar e cobrar atendimento médico de qualidade.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Jornal Águas Lindas gerenciado pela agencia Marck Publicidade Copyright © 2018

Imagens de tema por Bim. Tecnologia do Blogger.
Publicado Por Jornal Águas Lindas