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Seis rodovias do DF têm manifestações e gasolina pode chegar mais cara nos postos



Entidade que representa os motoristas autônomos na capital federal fala em perda de controle, mesmo após o governo federal ceder às reivindicações.



o oitavo dia de mobilizações nacionais pela redução do preço do óleo diesel, seis rodovias que cortam o Distrito Federal e a Região Metropolitana têm presença de caminhoneiros. Não há, segundo os órgãos de segurança, nenhum bloqueio de vias nesta segunda-feira (28). Na capital, a entidade que representa os motoristas autônomos fala em perda de controle, mesmo após o governo federal ceder às reivindicações.

“Tem grupos querendo sair. Outros, ficar. A greve perdeu completamente o controle. Para a entidade, a orientação é voltar a trabalhar”, diz o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Distrito Federal (Sindicam), Edimar Rosa de Souza. De acordo com ele, uma reunião na parte da tarde deve trazer novos direcionamentos para a manifestação na capital.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), caminhoneiros se concentram em três pontos da BR-020, saída para o Nordeste. Eles estão nas alturas de Planaltina e Formosa (GO). Na BR-050, a mobilização ocorre em Cristalina (GO). A BR-060 tem concentração na região do Recanto das Emas, Gama e Alexânia (GO). A BR-070 é ocupada na altura de Ceilândia e a BR-080, em Brazlândia.


Gasolina até R$ 0,20 mais cara

A mudança na composição do combustível em virtude do desabastecimento é sentida no bolso do motorista. Nos postos do Distrito Federal, a gasolina é vendida até R$ 0,20 mais cara. Na manhã desta segunda-feira (28), caminhões-tanque carregados de combustível saíam a cada cinco minutos da distribuidora da Petrobrás no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Até o início da tarde, 80 veículos haviam saído escoltados por viaturas da Polícia Militar para todas as Regiões Administrativas.

Comandante da operação na saída da distribuidora, major Janilson explica que os veículos deixam a área com gasolina, álcool e gás de cozinha. As viaturas da corporação acompanham o trajeto até o destino final e retornam para recomeçar o processo. Nos arredores da distribuidora, caminhões ou protestantes não bloquearam vias pela manhã. No entanto, manifestantes voltaram a fechar a saída dos caminhões por volta das 12h.

Algumas redes, como Shell e Ipiranga, ainda têm algumas dificuldades para abastecimento. Na bandeira BR, a situação é melhor. No entanto, consumidores pagam até 0,20 mais caro nesta segunda. Ontem, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) anunciou a redução de 27% para 21% o teor de álcool anidro misturado à gasolina.

A alteração foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) pela dificuldade de reabastecer o estoque de etanol, que chega via terrestre. Caminhões estão retidos em rodovias há oito dias pela greve dos caminhoneiros.

De acordo com a presidente da entidade, Elisa Schmitt, as distribuidoras já receberam a alteração em nota fiscal na noite de ontem. O valor repassado ao consumidor, porém, depende dos empresários e da situação comercial de cada posto. Todos devem fazer alterações no preço do combustível. Na distribuidora da Petrobrás, não há este álcool para vender porque os reabastecimentos estão retidos em rodovias.

Fonte: JBr/Jornal Águas Lindas

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