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Brasil bate a Sérvia por 2 x 0 e enfrenta o México nas oitavas da Copa


Resultado manteve a Seleção Brasileira no topo do Grupo E. Suíça também avançou para a próxima fase e medirá forças com a Suécia


om gols de Paulinho e Thiago Silva, o Brasil venceu a Sérvia por 2 x 0, nesta quarta-feira (27/6), no Estádio Spartak, em Moscou, pela 3ª rodada do Grupo E da Copa do Mundo da Rússia. Assim, a Seleção Brasileira assegurou a liderança da chave e enfrentará o México nas oitavas de final, na próxima segunda-feira (2/7), em Samara.


E mais: a Seleção enfrenta a Sérvia para não se apequenar nos Mundiais, principalmente depois do vexame de quatro anos atrás, quando perdeu feio para os alemães. Se não conseguir a classificação, repetirá o tropeço de 1966, na Inglaterra, quando retornou para casa precocemente – a essa época, o Brasil não tinha as conquistas de 1970, 1994 e 2002. Era, portanto, apenas bicampeã mundial.

Tite leva para a decisão em Moscou a confiança de sucessos recentes nas 24 partidas no comando do time, mas não esquece de tropeços retumbantes em sua carreira, como o ocorrido no Corinthians em 2 de fevereiro de 2011, diante do nanico e desconhecido Tolima, da Colômbia, pela pré-Libertadores. Às vésperas do jogo contra a Sérvia, ele se vale de lembranças e emoções que possam ajudá-lo a seguir na briga.

A Seleção tem quatro pontos – 1 x 1 com a Suíça e 2 x 0 diante da Costa Rica. A Sérvia soma três. A possibilidade de o Brasil ser eliminado existe, e Tite não ignora o fato de a Sérvia se transformar no seu “novo Tolima”. Porém, está confiante e credita isso à evolução que diz ter visto do jogo da Suíça para o duelo com Costa Rica.

O técnico assegura que o Brasil está preparado para os 90 minutos. Confia no poder defensivo do time, acredita que Neymar continuará seu processo de evolução e que a Seleção fará por merecer seguir em frente.

Isso não quer dizer que vai desconsiderar o “risco Tolima”. Ou qualquer outro.

“Todas as situações são possíveis. Não descarto nada. Há aprendizado daquele passado, mas com uma diferença: estou há dois anos com esse time. Quando acabou o segundo tempo [contra Costa Rica], tive orgulho dele. Ganharam aos 50 do segundo tempo, mantendo o padrão. O que não tive contra o Tolima [em 2011], tenho muito forte hoje".  Tite, técnico da Seleção Brasileira.

Para assegurar o primeiro lugar na chave em caso de empate, Tite terá de contar com tropeço da Suíça diante da Costa Rica. Assim, o Brasil ficaria com cinco pontos e a Suíça com quatro. Se os suíços vencerem, o empate do Brasil deixa o time na segunda posição.

Em caso de dois empates na rodada do grupo, a primeira colocação será definida pelo saldo de gols, com vantagem brasileira. Se perder, o Brasil ainda poderá passar, desde que a Costa Rica – que não marcou ponto – supere a Suíça com mesma diferença de gols do tropeço brasileiro.

Essa confiança o fez manter a formação, mesmo após testar opções, como Fernandinho no lugar de Jesus e o deslocamento de Neymar ao ataque. O histórico dos atletas o ajudou a decidir, ainda que esperasse mais de Willian e Paulinho.

“Olhe a trajetória de Willian e Paulinho. Olhe como foram consistentes. Não posso desconsiderar isso". Tite, técnico da Seleção Brasileira.

Miranda será o capitão pela quarta vez com Tite, que observa pontos positivos na Sérvia. O que mais o incomoda é a força pelo alto: o time europeu tem, em média, 8cm a mais do que o brasileiro. Quatro dos seis gols tomados desde que Tite assumiu foram de cabeça.

Orgulho

A Sérvia é um nome novo em Copas do Mundo, mas tem tradição no futebol. Dessa forma, o time tenta resgatar o orgulho nacional no esporte. O país, oriundo do esfacelamento da antiga Iugoslávia, na década de 1990, busca alcançar com a possível conquista da vaga nas oitavas de final uma glória inédita para a nova nação, que, nos últimos anos, viu os vizinhos se destacarem dentro de campo.

O fim da Iugoslávia colocou sete novos países (Sérvia, Montenegro, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia e Kosovo) no mapa do futebol e da Fifa e manteve tensões étnicas e políticas entre nações que, até poucos anos atrás, compunham o mesmo rol. Nas Eliminatórias da Copa de 2014, Croácia e Sérvia se enfrentaram duas vezes, ambas com torcida única, para evitar brigas nas ruas das capitais Zagreb e Belgrado, respectivamente.

Neste Mundial, na derrota por 2 x 1 para a Suíça, os sérvios tiveram de aguentar as provocações dos jogadores adversários ao comemorarem gols com gestos em alusão à bandeira da Albânia. Os atletas de origem em Kosovo imitaram com as mãos a posição da águia na bandeira albanesa, uma referência ao pedido para que os sérvios reconheçam a independência do território kosovar. (Com informações da Agência Estado).

Fonte: Metrópoles/Jornal Águas Lindas



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