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Governo vai apurar circunstâncias da entrada de objetos ilegais na Papuda


Itens proibidos foram encontrados com Estevão, Geddel e José Dirceu.


Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) abrirá sindicância para apurar as circunstâncias da entrada de objetos não permitidos dentro do Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda. No domingo (17), pendrives, alimentos e documentos irregulares foram encontrados em operação da Polícia Civil nas celas de Luiz Estevão, José Dirceu e Geddel Vieira Lima. A ideia é apurar se houve envolvimento de servidores, visitantes, advogados para o acesso dos itens.

Vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, a Sesipe garante que vai instaurar inquérito disciplinar para investigar falhas cometidas por internos. No domingo, enquanto Brasil e Suécia entravam em campo para o segundo tempo da estreia na Copa do Mundo na Rússia, policiais vasculhavam as celas dos agentes políticos presos.

A Operação Bastilha estava pronta para ser deflagrada desde abril. Fernando César Costa, chefe da Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF (Cecor) conta que a operação teve início em janeiro deste ano, após denúncias de uma série de ameaças contra servidores públicos do DF, como juízes e delegados. “A investigação veio verificar a veracidade dessas informações e o alcance disso. Vimos que as ameaças não existiam. Eram bravatas de presos no interior do sistema penitenciário”, diz.

Com o ex-senador Luiz Estevão foram encontrados cinco pendrives, chocolate e cereais, documentos e anotações. Ele é apontado como o “manda-chuva” do presídio. Já os ex-ministros Geddel e Dirceu, apenas cadernos e anotações foram apreendidos. Tudo foi gravado em áudio e vídeo para que não houvesse contestação do que houve lá dentro.

“Não houve qualquer situação de confronto ou constrangedora além do próprio cumprimento da medida. A Divisão de Operações Especiais fez a contenção dos presos no pátio. Agentes deixaram as celas livres para ocorrer as buscas”, detalhou o chefe da Cecor.  Além do conteúdo dos itens apreendidos, os investigadores querem descobrir quem facilitou a entrada dos alimentos e das mídias.

Fonte: JBr/Jornal Águas Lindas




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