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Acusado de matar estudante da UnB é condenado a 25 anos de prisão


Juiz considerou que "a materialidade do crime está comprovada pela farta prova documental", incluindo ocorrência policial e laudo cadavérico


 juiz titular da 4ª Vara Criminal de Brasília condenou a 25 anos de prisão, Daniel de Sousa Andrade, de 22 anos, acusado de matar o estudante da Universidade de Brasília, (UnB), Arlon Fernando da Silva, 29. Daniel deve cumprir pena em regime inicialmente fechado, além de 100 dias-multa.

“A materialidade do crime está comprovada pela farta prova documental acostada aos autos, destacando-se o termo de ocorrência policial, o laudo de exame cadavérico, e o Exame de Vestígios de Sola. (…) No que toca à autoria, a prova é inquestionável, não só pela confissão espontânea do réu, como também pelos demais elementos probatórios coligidos aos autos”, escreveu o magistrado.

Arlon estudava doutorado em física na UnB. Ele foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) no dia 7 de dezembro do ano passado. À ocasião, o rapaz pedalava em um ciclovia do Eixo Monumental, em frente à Câmara Legislativa, quando foi abordado pelo criminoso e esfaqueado. O bandido fugiu com a bike.

Segundo o laudo do IML, que o Jornal de Brasília teve acesso, Arlon morreu devido a uma “hemorragia aguda maciça”. Como ele foi pego de surpresa, houve um corte de 6cm no braço e um profundo no tórax, logo abaixo da axila, que atingiu órgãos vitais e fez com que ele morresse pouco tempo depois. Arlon chegou a ser socorrido, levado para o Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos.

Daniel Andrade foi preso depois de dois meses foragido. Ele estava escondido dentro de uma geladeira, na casa do pai, no Itapoã. Ao entrar na casa do pai do jovem, que, de acordo com a corporação, acobertou o rapaz durante todo este tempo, percebeu que havia algo errado na geladeira. Ao conferir, o rapaz estava lá dentro, mesmo com o aparelho ligado. A desconfiança veio após os agentes notarem que as prateleiras estavam para fora, apesar da geladeira estar em funcionamento.

Crimes

Esta não é a primeira prisão do suspeito. Em 2016, ele tentou roubar a bicicleta de um integrante do exército. A vítima recebeu uma paulada, mas conseguiu revidar e atirou no pé de Daniel. Dessa vez, ele foi preso em flagrante, mas ficou encarcerado apenas por dois meses, pois logo recebeu o direito de cumprir pena domiciliar.

O caso ocorreu no mesmo local do crime de Arlon – entre o Museu do Índio e a ciclovia da CLDF. O delegado Rogério Oliveira explica que essa é a área de atuação de Daniel e que o objetivo é sempre levar a bicicleta da vítima. Ao todo, foram quatro ocorrências, contando com a de Arlon: um latrocínio tentado e outro consumado; e um roubo tentado e outro realizado. Ele deve pagar por todas as situações e pegar mais de 30 anos de prisão.

A primeira, em 2015, onde um servidor do TJDFT foi ameaçado com uma faca e teve a bicicleta roubada. Em 2016, foi a tentativa contra o integrante do exército. Em 14 de setembro do ano passado, Daniel desferiu uma facada em um fisioterapeuta, também do TJDFT. Ocorreu a abordagem, o homem entregou a bicicleta, mas mesmo assim levou uma facada nas costas, que perfurou o pulmão. Foram três dias de UTI e mais um tempo de internação.

Os dois funcionários do TJDFT foram até a delegacia e o reconheceram por meio de imagens. Além disso, uma ex-namorada dele depôs e deixou claro que Daniel tinha envolvimento no caso de Arlon e que era um “viciado” em bicicletas. O único trabalho que ele fazia era como garoto de programa na área central.

Fonte: JBr/Jornal Águas Lindas


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