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Após falência, empresa goiana de viagens para concursos lesa mais de 100 candidatos


Estudantes que se preparavam para viajar nesta sexta-feira (20) rumo a São Paulo terão que buscar alternativas para conseguirem realizar provas agendadas para os próximos finais de semana


m grupo de mais de 100 concurseiros foi lesado por uma empresa de viagens falida que os levaria para certames do Tribunal Regional do Trabalho na Cidade de São Paulo, neste final de semana, e em Campinas, no próximo domingo (29). O grupo só tomou conhecimento da situação financeira da Raytur Concursos, especializada em viagens para certames, na quarta-feira (18), quando receberam mensagens dos proprietários – e casal – Raimundo e Flávia Oliveira, explicando que as referidas viagens – que incluíam hospedagens, alimentação e traslado para as provas – não seriam realizadas por “falta de dinheiro em caixa”. Revoltados, representantes dos estudantes estiveram da Delegacia do Consumidor (Decon) e no Procon para registrar ocorrências.

Apesar de a confirmação só ter sido possível na quarta-feira, o grupo estranhava a dificuldade de comunicação com os empresários desde segunda (16). De acordo com a advogada e candidata a vagas de técnico e analista judiciário nos respectivos tribunais, várias pessoas tentaram ligar para sanar dúvidas a respeito da viagem, mas os telefonemas não eram atendidos. Todo ficou surpreso porque a empresa tinha mais de dez anos de mercado e a maioria das pessoas já tinha viajado com eles”.

O desconforto se transformou em desespero quando uma das estudantes, incomodada com a situação, resolveu comparecer à sede da empresa, no Setor Central. “Na quarta e nesta quinta, duas moças foram à sala e estrutura estava toda desmontada”, reforça Yasmin. Uma delas era Lívia Oliveira, 26, que fotografou a sala completamente vazia. “Uma estudante foi lá um dia antes e ainda conseguiu ver umas mesas, mas os computadores já tinham sido levados. Quando eu cheguei não tinha mais nada”, lamenta.

O aviso oficial de falência veio em forma de texto publicado no grupo de Whatsapp em que estão os participantes das viagens. No comunicado, Flávia informou que “diante das dificuldades”, realizavam uma viagem para quitar a outra, o que não foi possível dessa vez. “Não tínhamos fundo de caixa para pagar as viagens, infelizmente tivemos que sair dessa forma antes que enlouquecesse. Temos ciência do nosso dever com a Justiça e vamos pagar a cada um que nos confiou”. Veja as imagens:

A reportagem tentou contato com os proprietários, mas as ligações não foram atendidas. No site da empresa , um aviso diz que todas as atividades da Raytur estão suspensas por motivo de “força maior”. “Brevemente estaremos nos explicando melhor. Continuamos atentos aos e-mails de nossos queridos clientes (sic)”, consta no informe. Esta redação também enviou um e-mail para o endereço apontado no site, excursoes@rayturconcursos.com, o qual não foi respondido até o fechamento desta matéria.

Na Decon, o caso será conduzido por Rodrigo do Carmo Godinho, que estava indisponível para entrevistas. Este portal também tentou contato com Rosânia Nunes, gerente de atendimento do Procon Goiás, mas ela se encontrava em horário de almoço e não atendia ligações em seu celular.

Preocupação

À despeito do estresse com a falência, a principal preocupação das vítimas é conseguir fazer a prova. Yasmin revela que, enquanto parte do grupo se concentrava nas denúncias aos órgãos públicos, outros integrantes estão negociando o frete de um ônibus para conduzir cerca de 30 candidatos à São Paulo. “O orçamento ficou em R$ 12 mil, que dividido pelos interessados, vai gerar um custo adicional de R$ 350. Mas além disso tem mais cerca de R$ 200 para hospedagem, R$ 100 para alimentação e outros R$ 60 para deslocamento de Uber até o local da prova. Por enquanto, esta é a solução que encontramos”.

Lívia, por sua vez, conseguiu estadia gratuita em São Paulo, mas o dinheiro que tinha reservado para três dias de alimentação terá que durar uma semana. “Terei que viajar para São Paulo, passar a semana lá e fazer o dinheiro render. Investi na excursão justamente para evitar essa dor de cabeça, já que a melhor era me concentrar apenas na prova. Isso é muito estressante, não sei se vou ter cabeça para ir bem no certame”.

Yasmin explica que muita gente deixará de fazer a prova por falta de condições. “As pessoas já tinham ou estavam quitando seus débitos parcelados e muitos não tem mais dinheiro para investir e desistiram das provas. A maioria, como eu, se prepara para os certames por mais de um ano e depois dessa oportunidade, teremos que esperar a saída de um novo edital, que é liberado a cada quatro anos”.

Fonte: Mais Goiás/Jornal Águas Lindas



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