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Com 80% das obras concluídas, Corumbá IV deve ficar pronto até dezembro


Após quase duas décadas de idas e vindas, entrega da captação segue cronograma de entrega para dezembro de 2018


Em menos de seis meses, parte do Distrito Federal passará a ser abastecido por águas goianas. Na manhã desta terça-feira (17/7), o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, vistoriou a elevatória de água bruta do Sistema Corumbá IV, em Valparaíso de Goiás. De todo o projeto, 80% já está concluído. Quatro bombas de nove metros de comprimento foram compradas e serão instaladas nos próximos meses. A expectativa é que o projeto seja concluído até o fim de dezembro de 2018.

Diversas interrupções marcaram as quase duas décadas entre a concepção do projeto e o atual status da obra. Cerca de R$ 550 milhões devem ser gastos, divididos entre os governos do DF e de Goiás. O lucro também será repartido. Metade dos 2,6 mil litros de água por segundo vão para Gama e Santa Maria, e a outra parte para os municípios goianos de Luziânia, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, acredita que a entrega da obra será a solução para os problemas hídricos do DF nos próximos 20 anos. "É um grande legado que fica para as próximas gerações. Até dezembro, as bombas começam a receber água que será levada para os sistemas do DF e de Goiás", afirmou. Após 17 meses, o DF saiu do estado de racionamento de água no último dia 15 de junho.

O chefe do executivo local garantiu, também, que a produção de água será ainda maior até o fim de 2019. "Em um primeiro momento, serão 2,8 mil litros de água por segundo. Essa colocação será ampliada paulatinamente, até chegarmos a capacidade total, e isso acontecerá no ano que vem, de 5,6 mil litros de água por segundo. Desses, metade será para o DF e metade para Goiás".

Gigante goiano 

O Lago Corumbá, com 173 quilômetros quadrados, tem capacidade para fornecer água para até 1,3 milhão de pessoas. Todo reservatório está localizado dentro do território do Goiás. A decisão de que as águas goianas seriam o futuro do abasteceriam hídrico o Distrito Federal veio no começo dos anos 2000, durante governo de Joaquim Roriz (PMDB).

O projeto é de 2005, e as diversas paralisações fizeram com que a entrega da captação continuasse a ser adiada, a passo que os problemas hídricos do DF e de Goiás se agravassem. A última interrupção na obra ocorreu há dois anos, em agosto de 2016, quando o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) e a Controladoria-Geral da União questionaram, via Operação Decantação, os valores superfaturados das bombas de captação da água. O parecer do MPF/GO indicava sobrepreço de 388% e recomendava ao Ministério das Cidades que suspendesse os repasses.

Com o estourar da crise hídrica de Brasília, o GDF apertou o passo para entregar o projeto. As obras foram retomadas em setembro de 2017, quando o Ministério das Cidades voltou a repassar os recursos para a continuação da obra após um acordo assinado entre as empreiteiras envolvidas, os órgãos de transparência e controle e a empresa que vendeu as bombas. Por fim, o preço dos equipamentos foi reduzido para menos da metade: de R$ 34,9 milhões para R$ 15,4 milhões.

O Lago de Corumbá é três vezes maior que o Paranoá. O reservatório goiano passa pelos municípios de Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Abadiânia, Silvânia e Luziânia, onde é barrado por uma parede de concreto com 76 metros de altura e 1.290 metros de extensão.

Além de gerar energia elétrica para mais de 2 milhões de pessoas e ser o futuro hídrico de dois estados, segundo o Plano de Uso da água, Corumbá deve ser usado também para lazer, pesca, navegação, turismo, irrigação e dessedentação de animais.

Fonte: CB/Jornal Águas Lindas


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