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Inverno acende alerta para casos de catapora: outros sinais vêm antes das bolhas


Foram registrados 1.104 casos no Distrito Federal em 2017


Inverno é a estação do ano em que as pessoas buscam se esquentar. Abraços, janelas fechadas… tudo para se sentir mais aquecido e evitar o vento gelado. O cuidado que se deve ter, no entanto, é evitar a proliferação de doenças. Pelo ar em ambientes fechados ou por contato direto, essas enfermidades se espalham e causam bastante incômodo. Uma delas é a varicela, mais conhecida como catapora. A enfermidade é mais comum em crianças, mas também pode ser contraída na fase adulta. Foram registrados 1.104 casos no Distrito Federal em 2017

A catapora é causada pelo vírus varicela-zoster e a característica mais conhecida dela são as bolhas que surgem na pele. O problema, segundo a pediatra do Hospital Brasília Vanessa Galvan, é que esse não é o primeiro sintoma a aparecer. “A primeira reação pode ser febre ou mal-estar. As lesões só aparecem dois dias depois. Isso pode fazer com que se possa pensar que é outra doença qualquer e as pessoas acabam saindo de casa, espalhando o vírus”, explica.

A catapora é autolimitada. Isso significa que o próprio vírus tem seu ciclo encerrado no corpo assim que a defesa do organismo aprende a lidar com esse invasor. “Pode durar de sete a 21 dias. É importante lembrar que a contaminação pode ocorrer durante todo o processo da doença. Mesmo no final, com as cicatrizes, o vírus ainda está lá”, avisa Vanessa.

Outro aviso que a especialista faz é com relação às bolhas que se formam na pele. É muito importante não coçá-las. Para isso, pode-se usar de soluções que variam desde banho frio até o uso de algum antialérgico que venha a ser recomendado por um médico. “Coçar pode fazer com que essas bolhas estourem e aconteça uma infecção secundária. A partir daí, pode até ter que entrar com antibiótico. Catapora não mata, mas as doenças consequentes, como a encefalite, podem”, alerta.

Cuidados

A fácil confusão de sintomas induziu a auxiliar de saúde bucal Jussara dos Santos a considerar que seu filho, Gustavo, estava apenas com um mal-estar. “Ele sentiu uma dor na barriga, dei um chá e mandei para a escola. No outro dia, teve febre intensa, e aí que começaram a surgir as bolinhas.”, lembra.

Para aumentar ainda mais a preocupação, Jussara tinha acabado de ter outra criança. Em busca de evitar mais uma pessoa doente na casa, o jeito, segundo ela, foi isolar o filho. “Eu o mantive sempre de máscara e o proibi de entrar no quarto por conta da irmã de poucos dias. O médico foi bem claro sobre os riscos de ela pegar catapora também”, recorda.

Com relação à coceira característica, ela usou uma receita caseira para acalmar o filho. “Fiz uma pasta de bicarbonato com água e coloquei em cada feridinha”. O problema da catapora, no entanto, é que não dá para combater o vírus, apenas os sintomas. Isso deixou Jussara muito aflita. “É terrível ver seu pequeno daquele jeito e não poder fazer muita coisa”, lamenta.

A importância da vacina

Para evitar esses transtornos, é fundamental que a vacinação esteja em dia. A médica Vanessa Galvan lembra que isso evita que as formas mais graves da doença se manifestem. “Se acontecer de se manifestar é, como chamamos, na forma frustra da doença. Ela acaba não se desenvolvendo completamente”.

A rede pública dispõe de vacina para prevenção da Varicela, a Tetraviral, que também previne o sarampo, rubéola e caxumba. Uma dose deve ser tomada aos 15 meses de idade em crianças que já tenham recebido a 1ª dose de tríplice viral. Na rotina do serviço público, a vacina está disponível para as crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Fonte: JBr/Jornal Águas Lindas





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