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Não deu! Após jogo, brasilienses se dividem entre choro e celebrações


Bastou o juiz dar o apito final para as lágrimas começarem a cair


astou o juiz dar o apito final para as lágrimas começarem a cair. Podia ter gente até torcendo contra a seleção brasileira, mas poucos pensaram que a Bélgica mandaria a Seleção Canarinho para casa antes da semifinal. Havia um misto de surpresa, indignação e a vontade de esquecer aquilo tudo. O jeito foi abraçar os amigos, consolar quem precisava e dançar para tentar levantar o ânimo abalado.

Contudo, há aqueles inconsoláveis. A administradora Vanessa Baulin, 38 anos, não conseguia se controlar: chorava o tempo inteiro. Antes, durante e depois da entrevista ao Jornal de Brasília. Os amigos a abraçavam, faziam chacota e ela estava lá se derramando em lágrimas. Nem a música ao vivo, a retirava deste estado.

Claro, para o coração da vascaína e grande torcedora de futebol, o 2×1 de 2018 foi o novo 7×1 de 2014. “O Brasil jogou muito, mas não rolou. A Bélgica não era tão forte assim.Eu sempre acreditei na vitória. Nem os gols do primeiro tempo me fizeram desistir”, disse Vanessa antes de ser abraçada pela amiga que a pedia para parar de chorar. Agora, ela diz que não torce mais para ninguém.

Fim de festa?

Porém, se para Vanessa a Copa acabou, para as amigas Priscilla Camilo, 33, Lucimar Martins, 44, e Elaine Oliveira, 34, a torcida continua. Agora, elas torem para a… Bélgica. É isso mesmo! “A Bélgica jogou muito. Merece a torcida”, justifica a técnica em enfermagem Elaine, que brinca que o Neymar está rico e a galera aqui no Brasil ainda não, então tem que continuar torcendo.

A enfermeira Priscilla acredita que, na próxima Copa, programada para acontecer no Qatar em 2022, vai dar certo e que o hexa virá. Até lá, o jeito é esperar e comemorar. A técnica em enfermagem Lucimar diz que quer “beber para esquecer e comemorar porque a festa não pode parar”. Logo após o fim do jogo, ela já estava dançando ao som da musica ao vivo.

A cuidadora Darlene da Silva, 37, que comemorava o placar antes do jogo acabar, não ficou muito satisfeita. Ela entrou em um bolão com o placar 3×1 para a seleção dos diabos vermelhos e esperava ganhar a premiação de R$ 400. O seu chute bateu na trave assim como a tentativa do zagueiro Thiago Silva em fazer o gol no primeiro tempo. Darlene não ganhou o valor e ainda perdeu os R$ 20 investidos na aposta.

Entre choros e comemorações, tiveram também os torcedores com ânimos exaltados. Em um bar na Asa Sul teve discussão e a segurança teve que colocar os mais descontrolados para fora do local.

O coordenador do bar, Adriano dos Santos, lamenta que o Brasil tenha saído da Copa até porque o bar estava lucrando bastante com o movimento. Em uma sexta sem Copa, o estabelecimento fica com 17 pessoas trabalhando. Ultimamente, são 28 funcionários na tentativa de atender toda a demanda. Além disso, novas TVs e um telão foram colocados, assim como cadeiras e mesas.

Segundo Adriano, o lucro dos dias de Copa vão fazer falta, pois, mesmo nos dias em que não havia jogos do Brasil, a lotação era boa.

Desejo de virada

Enquanto a bola ainda rolava na Arena Kazan, na Rússia, a prece era para uma virada, já que o segundo tempo começou com a equipe brasileira perdendo de dois a um para a Bélgica. O gol feito pelo meio-campo Renato Augusto, aos 30 minutos, aliviou, mas não diminuiu a tensão.

A crença era que o Brasil fosse virar e conseguir emplacar um 3×2 e mandar a seleção europeia para casa. Esse era o palpite dos amigos Giovanna Timbó, 20, e Diego Cuerda, 24. Ambos concordavam que o jogo estava em um bom nível e acreditavam que a virada era certa. “Não vai perder. Eu quero o Hexa”, chegou a afirmar a estudante. Depois do resultado, o jeito foi continuar aproveitando o bar.

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