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Professora aguarda há um ano por cirurgia, após choque em sala de aula de Águas Lindas de Goiás


Ela estava em uma sala de aula modular de escola pública em Águas Lindas, quando recebeu descarga elétrica


 professora Alessandra Quirino Santos, de 41 anos de idade, está há um ano impossibilitada de fazer coisas mínimas, desde que sofreu um choque, em uma sala de aula onde trabalhava, em Águas Lindas de Goiás, Entorno do Distrito Federal. Ela era coordenadora escolar quando recebeu a descarga elétrica, que provocou uma lesão no lábrum superior — tecido que determina a estabilidade do ombro. Alessandra aguarda por cirurgia em casa sem ter resposta das autoridades e condições de pagar particular.

O acidente aconteceu em março de 2017, quando ela estava na Escola Estadual Duque de Caxias, para abrir as salas modulares — estruturas em contêineres, sem alvenaria. Ela conta que uma tomada estava com os fios expostos, e que, apesar de receber determinação da Secretaria Estadual de Educação para manter em funcionamento da sala, a Defesa Civil já havia interditado o local pelas más condições. “Quando coloquei a chave na porta para abrir e os alunos assistirem aula, não vi mais nada. Só ouvi gritos das duas professoras que estavam comigo na hora, e recobrei a consciência sentada, caída ao chão,” relembra.

A professora conta ter sido levada para um hospital da cidade por bombeiros, que fizeram o primeiro atendimento. O diagnóstico apresentado não tinha tratamento na cidade: Lesão “SLAP” ou lesão do labrum superior. Encaminhada para a capital, a mulher diz que iniciou o tratamento em um hospital conveniado com o SUS, mas até o momento não obteve retorno. “Quando ligo, me dizem que tem uma fila de espera de cinco anos, e que terei de esperar.”

LIMITAÇÕES

Como toda pessoa normal, a professora tem atividades a cumprir. Mas com o problema no ombro, não consegue por estar o tempo inteiro sem movimentação no braço. Quando não é com o membro suspenso a uma tipoia, tem que estar com o braço pendurado. “Fora que sinto dores constantemente, e tomo remédios por isso de manhã e de noite. É uma dormência constante, porque não tem a mesma circulação, e os movimentos faço apenas com a extremidade, ou seja, não levanto nada.”

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce). A Assessoria de Imprensa esclarece que vai buscar informações sobre o ocorrido para dar uma posicionamento da pasta em seguida. A Secretaria Municipal de Saúde, que administra a regulação de pacientes do interior para Goiânia, informou que busca os dados da paciente para informar à Reportagem o motivo da demora.

Fonte: Tv CMN/Jornal Águas Lindas


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