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Rollemberg (PSB) aposta na construção de uma boa coligação na briga pela reeleição


Rollemberg aposta na reeleição

firmando que nunca conviveu com o diabo, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) diz estar com muita tranquilidade na construção de uma coligação na briga pela reeleição. É uma alfinetada bem humorada no potencial rival Jofran Frejat (PR). Mesmo assim, Rollemberg não nega as dificuldades e o isolamento político para a conquista de aliados. Contudo, o chefe do Executivo está no ataque e criticou abertamente os deputados federais de oposição e possíveis adversários Rogério Rosso (PSD) e Izalci Lucas (PSDB).

Por que o túnel de ligação entre a ETPG e Taguatinga não está pronto?

Essa é uma obra importante para melhorar a mobilidade urbana de quem sai da ETPG e vai em direção à Ceilândia. Nós chegamos a assinar o contrato. A empresa que perdeu a licitação entrou com uma disputa no Tribunal de Contas e no Tribunal de Justiça. Nós tivemos decisões diferentes. O Tribunal de Justiça entendeu que deveria dar continuidade para a empresa ganhadora. O Tribunal de Contas entendeu de forma diferente. Nós estamos buscando resolver esse impasse jurídico para fazer a obra.

Cidade mal cuidada, o Teatro Nacional abandonado, viaduto despenca, ruas esburacadas. Brasília está abandonada?

Assumi o governo com três objetivos. Acabar com a corrupção no DF. Arrumar a casa. E fazer um conjunto de obras e iniciativas importantes para a cidade. Nós acabamos com a corrupção. Só na vigilância, que era um serviço prestado sem contrato com o DF há anos, depois de uma luta muito dura, fizemos um edital de licitação e só nela a economia foi de R$ 50 milhões, ano. Como os contratos são de cinco anos, falamos de uma economia de R$ 250 milhões. Brasília tinha uma das piores situações do País. Hoje comparando com estados ricos, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, nós temos uma situação muito melhor do que a maioria dos estados. Enquanto a maioria está atrasando ou parcelando salários, aqui não apenas os servidores estão recebendo em dia, com o 13º no mês do aniversário, como os fornecedores e prestadores de serviço estão recebendo praticamente em dia. Já pagamos quase toda a dívida do governo passado. Com um detalhe: ninguém precisa pagar pedágio, pagar propina para receber a sua fatura. Não
fizemos tudo o que gostaríamos de ter feito porque as condições econômicas não permitiram. Mas entregamos o Hospital da Criança. Estamos fazendo a maior obra viária da história de Brasília. No Trevo de Triagem Norte, na ligação do Torto com o Colorado, temos 28 pontes e viadutos sendo construídos. Democratizamos a orla do Lago Paranoá, que durante 60 anos era privatizada. Acabamos com a vergonha da cidade que era o Lixão. Resolvemos o problema hídrico do DF, por ao menos 20 anos. Fizemos a infraestrutura no Porto Rico, Buritizinho em todo o Sol Nascente. Estamos fazendo no Vicente Pires. A cidade está cuidada. Nós temos a menor taxa de homicídios nesses últimos 30 anos. Portanto, que cidade é essa? Não estamos falando de Brasília. Brasília não está abandonada.

A população de Vicente Pires alega que o asfalto que está sendo colocado agora é fino demais. Com as chuvas esse asfalto não vai para o ralo?

Não vai. Porque não é fino. O Tribunal de Contas do DF tem um laboratório que investiga a qualidade do asfalto permanentemente. Eu desafio alguém a chamar qualquer laboratório da Universidade de Brasília, do Tribunal de Contas, ou qualquer um, até o Ministério Público e demonstrar que o asfalto não é de qualidade. Está sendo colocado o asfalto contratado.

A sensação de segurança da população é zero. Crimes graves toda semana. Morte inclusive no centro da cidade. Que segurança é essa?

Enquanto tiver uma pessoa assassinada no DF, tiver um transeunte que foi assaltado ou um roubo num coletivo, a gente não pode se conformar com isso. A gente sabe que o problema da segurança pública é nacional. E ninguém aqui está dizendo que está uma maravilha a segurança. O que nós estamos dizendo é que nós estamos avançando e reduzindo os indicadores de violência. Esse é um dado. Você não não consegue esconder um indicador de homicídios. E no Brasil todos eles estão explodindo e no DF nós estamos a cada ano tendo uma taxa menor. Em 2017, tivemos a menor taxa dos últimos 29 anos. O Fórum Nacional de Segurança Pública será em Brasília em função dos indicadores locais. Nossa redução foi a menor da história. Não é do DF. É dos governos. Nós temos muito que avançar. Nós temos um problema grave porque com esse debate da reforma da previdência no Congresso Nacional, nós tivemos 3 mil policiais militares que foram para a reserva. Peguei uma cidade destruída pela corrupção e pela irresponsabilidade. Fiquei alguns an
os sem poder contratar. Agora que arrumamos a casa, podemos. E estamos fazendo um concurso para contratar 2 mil policiais militares e mais 300 oficiais. Recentemente inauguramos o Centro de Operações Integradas de Brasília, para monitorar toda cidade. E hoje monitoramos com 600 câmeras. A partir de dezembro, com as públicas e parcerias com a iniciativa privada, teremos 2.200 câmeras. Se você passar na Hélio Pratas, Pistão, Sul, Norte, na Avenida Independência em Planaltina, e outros trechos importantes do DF, vai encontrar uma iluminação completamente diferente, de LED, que parece que está de dia. Tal é o grau de claridade. Isso certamente vai contribuir para melhorar a segurança e a sensação de segurança das pessoas.

Uma instituição declarou que o transporte público do DF está entre os 10 piores do mundo. Concorda com esta pesquisa?

Com todo respeito, essa instituição não tem a menor credibilidade de dizer que o DF tem o décimo pior transporte. Não tem a menor credibilidade. Agora, nós temos vários desafios. Nós implementamos o bilhete único. O nosso governo entregou 17 terminais novos e 9 reformados. Implementamos a biometria facial. O DF tinha uma fraude monumental no sistema de transporte coletivo, em função dos passes livres. A biometria acabou com isso. Também botamos o GPS nos ônibus, para a população poder saber qual é o horário de passagem do coletivo. Nós estamos avançando do ponto de vista tecnológico e colocamos ônibus novos no sistema. Tudo isso para melhorar o sistema do DF. Está bom? Não. Precisa melhorar muito. Nós vamos fazer a licitação para a expansão do Metrô em Samambaia, mais quilômetros 3,8 de via e duas estações.

Mas essa licitação dos ônibus foi declarada ilegal pela Justiça, na primeira instância?

Essa licitação não feita pelo nosso governo Isso tem um processo judicial. Precisa esperar a decisão final da Justiça para você poder fazer uma nova licitação. Eu não posso interromper o contrato. Uma licitação de transporte coletivo leva pelo menos dois anos para ser feita. E a população vai ficar sem transporte até lá?

O governo passado começou a licitação com as antigas empresas rodando.

Sim. É porque a outra estava acabando. Essa está em curso e tem um processo na Justiça. Não se pode iniciar outro antes de uma decisão final. Se não isso vai virar uma questão judicial que não acaba nunca. Se ele der uma decisão, transitada e julgada, nós vamos fazer uma licitação. Agora, temos que aperfeiçoar o sistema que está aí. Estamos fazendo uma reforma na Rodoviária de Brasília.

Mas não falta mão firme do GDF para cobrar das empresas um transporte melhor?

Não é verdade. Você tem todo um planejamento de transporte, com linhas e a definição dos horários delas. E se as empresas não cumprem os horários, elas são multadas. Você tem fiscalização para multar. E multa. É claro que esse processo está em constante aperfeiçoamento. Agora, veja bem, você não vai pegar uma cidade em que estava quase tudo errado, que o governo devia para praticamente todas as empresas do DF, e concertar em três anos e meio. E por isso, vou dizer, com toda franqueza, que estou me dispondo a ter mais quatro anos à frente do Governo de Brasília. Citei o exemplo da vigilância. Mas poderia dizer outros exemplos. Fizemos licitações com redução expressiva de valores. Esses recursos que agora vão para a saúde, educação, segurança. Antes estavam indo para bolsos privados, com aparência de legalidade. Não é fácil combater uma corrupção sistêmica e endêmica que existia no DF, de muitos anos. Nós combatemos. Pergunte a qualquer empresário dessa cidade se está precisando pagar alguma coisa para receber
a sua fatura. Não paga e está recebendo fatura que nem imaginava que iria receber.

A saúde pública continua sucateada. Por que?

A gente sabe que saúde é a maior aflição da população. É um problema muito grave no DF. Sabe o quanto que nosso governo recebeu de dívida só na saúde? R$ 600 milhões, minha gente. Não estou dizendo para colocar a culpa no governo passado. É para contextualizar. O laboratório que entregava medicamento para aquele hospital, se recusa a entregar se não recebesse a dívida. Vocês viram a resistência que nós enfrentamos de corporações e parlamentares e com muito custo, e só no ano passado aprovamos a criação do Instituto Hospital de Base de Brasília, para ser gerido por um serviço social autônomo. Vou dar alguns dados para a população perceber como poderia estar melhor. Começou a funcionar no dia 1 de janeiro deste ano, tinha 107 leitos fechados. Hoje estão reabertos. Tinha seis salas de cirurgia funcionando. Hoje tem 11. A rede pública de saúde na compra de medicamento gasto 8 meses para comprar. O Base está levando 45 dias. Lá, no Base, o médico tem meta. Se não atender, é substituído. Se eu tivesse aprovado, com
o queríamos em 2015, a população já teria percebido. O modelo do Base eu quero botar em Ceilândia, Taguatinga, Planaltina. Quem vai ser beneficiado com isso é a população. Agora, a população também precisa saber que tinha uma lei aprovada no governo passado que entrou em vigor no meu governo que reduziu a jornada de trabalho de grande parte dos servidores da saúde para 20 horas. Com isso você não consegue montar as escalas. Precisa de muito mais gente. Nós ampliamos a cobertura da atenção primária através da estratégia do saúde da família. Era 29% quando a gente assumiu. Hoje já são 66%. Inauguramos novas unidades básicas de saúde e reformamos também. E hoje a população pode resolver parte dos problemas de saúde perto de casa. E se não resolve pelo menos é encaminhado.

A população e servidores apontam falhas no projeto de atenção primária do governo.

Você pode eventualmente ter problemas. E a gente sabe que tem. Nós estamos falando de uma rede muito grande. Ela tem 3.5 mil servidores. Salvo engano são 540 equipes do Saúde da Família. Acaba sempre tendo problemas pontuais, aqui ou ali. Eu posso lhe garantir que lá no Trecho 1 do Sol Nascente, onde a gente acabou de inaugurar uma unidade básica de saúde, com três equipes do saúde da família e três de saúde bucal, muita gente que antes perambulava pelos hospitais, está resolvendo seus problemas ali. Esse é o modelo correto. Correto com hospitais que possam ser geridos de forma ágil, rápida, como hoje o Hospital de Base faz.

Alguns adversários dos seus adversários pelo GDF querem fechar a Agefis. O que o senhor acha disso?

A população amadureceu muito. Ela não quer demagogia. Aquelas pessoas que querem agradar a todos, acabam não agradando ninguém. A grande maioria da população quer ordem na cidade. Uma das coisas gera a sensação de insegurança é a desordem urbana. Você tem que ter um órgão de fiscalização. Agora tem como aperfeiçoar os órgãos de fiscalização? Tem. Sempre digo: “Nós temos que agir mais rápido”. Temos combater a invasão quando ela ainda está no alicerce. Imagina o desgaste para mim de mandar retirar uma ocupação? É muito ruim. Mas é minha responsabilidade.

Reajustes dos servidores? A reforma do Iprev que o senhor fez poderá quebrar a previdência no futuro?

Reajuste dado sem previsão orçamentária e sem disponibilidade financeira. Imagine você com toda essa dificuldade que a gente passou se a gente tivesse dado o aumento. Brasília estaria hoje igual ao Rio de Janeiro. Simplesmente assim. Sem conseguir pagar salários. Quebrando o setor produtivo. Estaria um caos. E hoje a cidade está com todo mundo recebendo seu salário em dia e permitindo que o serviço público contrate novos servidores. E quero dizer com muita responsabilidade que estamos prevendo na Lei de Diretrizes Orçamentárias reajustes para o ano que vem. Não é essa demagogia barata de: “Vou dar aumento no primeiro mês. Vou dar paridade à Polícia Civil no primeiro mês”. Isso está parecendo a tarifa de R$ 1. A população não é burra. Ela sabe das dificuldades. Ela lê jornal. Não tem mais espaço para demagogia. Foi essa demagogia que quebrou o Brasil. Foi essa demagogia que quebrou Brasília. A população não aceita mais. A demagogia daqueles que estão dizendo que vão dar aumento no primeiro mês, paridade da Pol
ícia Civil no primeiro mês. Não vão dar. Isso é mentira. Nós tivemos coragem de agir com responsabilidade. Porque, se não, a cidade estava quebrada. Sempre disse: “Não vou quebrar Brasília”. Pelo contrário, eu recuperei nossa cidade. Hoje ela está com os alicerces prontos para entrar em voo de cruzeiro no desenvolvimento.

Iprev?

Vou chegar lá. Brasília teve um aumento da confiança. Não é dado meu. É da Confederação Nacional da Indústria. Brasília hoje está com as maiores índices de confiança da indústria. Porque perceberam a seriedade do governo. O diretor do Hospital Sírio-Libanês disse que está vinda para Brasília porque o governo é sério. Onde é que estava o deputado Rogério Rosso (PSD), onde é que estava o deputado Izalci Lucas (PSDB), quando foi retirada da Câmara dos Deputados a emenda que permitia ao DF conceder os mesmos incentivos que o estado de Goias? Porque essa diferença fez com que centenas de empresas fossem embora, milhares de empregos fossem embora nos últimos anos. Você sabe o que aconteceu? Essa emenda foi retirada na Câmara. Eles estavam dormindo? Onde é que eles estavam? E sabe o que fez voltar? Eu fui para o Senado! E tem testemunhas. Me reuni com mais de 50 senadores. Sabe quem repôs isso na lei? Um senador do PSB de Pernambuco. Fui lá, pedi ele fazer o destaque e ele fez. Votamos o texto e depois eu fui ao pre
sidente Michel Temer (MDB) para ele sancionar o texto. Onde é que estavam esses deputados federais, que agora dizem que vão desenvolver o DF? Isso é que vai fazer desenvolver o DF.

Previdência? E o senhor fez dois “saques” dos recursos dos fundos?

O modelo que o DF adotou foi extremamente responsável. Primeiro, nós tínhamos duas categorias de servidores no DF. Os que entraram em 2006 e os que entraram depois. No fundo dos que entraram antes de 2006, nós tínhamos um déficit de R$ 2.4 bilhões por ano. Por que? Porque tinha um número muito grande aposentados e poucos contribuintes. No outro fundo, dos que entraram depois de 2006 era superavitário tinha muita gente contribuindo e pouca gente aposentado. Um princípio da previdência é que os mais novos trabalhem para sustentar os mais velhos. Não podemos ter duas categoria servidores. Então fizemos a união desses fundos. Isso já reduziu o déficit. Mas ao contrário de outros estados, nós fizemos com muita responsabilidade porque os recursos que a gente pegou a gente devolveu com terrenos, na primeira operação e na segunda operação nós devolvemos com ações do Banco de Brasília. Por outro lado, nós criamos a previdência complementar. O que vai garantir sustentabilidade para o servidor e para o Estado. E criamos
o Fundo Garantidor. Todas as receitas de concessão serão para o Iprev. Centro de Convenções, cobrança de estacionamento do Parque da Cidade, destino do Estádio Nacional Mané Garrincha, todos os recursos vão para o Iprev.

Mas o problema não é a médio e longo prazo, quando a grande massa de servidores se aposentar?

Em uma avaliação atuarial da Caixa Econômica Federal mostrou como melhorou a situação do Iprev. Nosso déficit reduziu muito depois da reestruturação.

Mas o problema não é a médio e longo prazo, quando a grane massa de servidores se aposentar?

Você tem o problema estrutural. Que só vai ser concertado com a reforma da previdência no Congresso Nacional. Agora, é importante o que representa a implantação da previdência complementar. É importante compreender que junto com a reestruturação do Iprev, veio a previdência complementar. Essa é a medida mais importante para dar sustentabilidade.

Mas quais são as medidas? A bomba relógio está aí.

Veja bem. Eu tomei as medidas que estavam ao meu alcance. Pergunte a qualquer especialista de previdência complementar desse país o que isso representa. Essa foi a medida mais importante. Essa do ponto de vista de futuro vai garantir a sustentabilidade.

Comissionados? Na campanha de 2014, o senhor falava que não teria “toma-lá-dá-cá” e loteamento de cargos. Mas adotou essa prática. Por que?

Quando assumimos estávamos nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tivemos que fazer cortes duros. Cortamos 4 mil cargos comissionados de livre provimento. Isso impactou negativamente a máquina. Porque são 4 mil pessoas trabalhando. A partir do momento que saímos da Lei de Responsabilidade Fiscal, isso nos permitiu robustecer algumas áreas, para prestar melhores serviços à população. Na comparação com o governo passado, maio deste ano com maio de 2013, nós estamos com 2.5 mil a menos do que tínhamos naquele período. Então, aumentou do ano passado para cá? Aumentou pouco. Ainda é muito menos do que tinha quando eu assumi o governo. Eu reduzi as administrações regionais. Mas hoje, com minha experiência, acho que por exemplo, o Sol Nascente deveria ter uma administração regional específica. Arniqueiras também. E que mudaria fortemente no próximo governo, seria equipá-las com tratores, equipamentos e pessoas. Para que possam exercer aquele trabalho de prefeitura, de manutenção. Agora, de fato nós tivemos q
ue fazer composições políticas. De fato, eu reconheço hoje que isso comprometeu a qualidade da prestação de serviços em algumas administrações regionais. E é por isso que investi bastante na chapa de deputado distrital do PSB. Vamos eleger pelo menos 4 ou 5 deputados, porque quero ter mais tranquilidade para governar com a Câmara Legislativa. Mas ainda assim, eu quero desafiar aqui qual foi o governo que administrou essa cidade de forma mais técnica do que o nosso. Vamos lá, Terracap, Caesb, BRB, são servidores de carreira. Eu não tenho uma indicação política nas diretorias de CEB, Caesb, BRB. E veja os resultados dessas empresas. Pegue os balanços. Nas secretarias de Educação, Saúde, Segurança, Gestão de Territórios, Obras, Planejamento também. Ou seja um governo, que buscou um quadros qualificados para gerir.

Mas todos essas áreas estão ligados ao senhor…

Sim! Mas você vai ter um secretário que não é ligado ao governador?

Por favor deixe-nos terminar a pergunta. Todos são do grupo político do senhor. Isso não levanta a questão que o senhor é criticado por fazer um governo centralizador? Isso não dificulta a conquista de aliados para a eleição? Não está isolado?

Grande parte dessa dificuldade de composição, um certo isolamento, é porque eu não fiz concessões. Essa é a verdade, minha gente. O governo não fez concessões. E é por isso que é reconhecido pela honestidade. Tem erros? Falhas em relação à política? Tem, tem. Foi muito difícil. A gente teve que tomar medidas duras para sair dessa crise. Medidas que acabaram afastando. A gente tem uma cultura no Brasil que é muito ruim. O parlamentar já se elege pensando na próxima eleição. Então, toda pauta que é negativa, ele quer se afastar dela. E minha responsabilidade é de gestor. Tenho compromisso com Brasília. Não posso ficar pensando na próxima eleição. Eu suspendi os reajustes porque não tinha condições de pagar. Imagina! O governador adoraria pagar reajuste, dar aumento para todo mundo! Mas tenho que ter responsabilidade com esta cidade. Portanto, agi com muita responsabilidade. Enfrentar essas agendas difíceis acabou afastando. Estou tranquilo. Estou construindo a nossa coligação com muita tranquilidade. E não vou
precisar desfazer nenhum pacto com o diabo. Porque, simplesmente, eu nunca convivi com o diabo. Não é? Eu gosto de santo, de anjo e de frequentar a igreja. Esse é um mundo a que eu não pertence. Então, não tenho a menor preocupação com isso.

Fonte: JBr/Jornal Águas Lindas




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