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Candidatos ao Governo de Goiás participam do primeiro debate das eleições

Crise hídrica, segurança pública, privatizações e Organizações Sociais (OSs), descentralização de serviços estiveram entre os assuntos abordados



a tarde desta segunda-feira (27) os candidatos ao Governo de Goiás participaram do primeiro debate de propostas na Rádio Interativa FM. As falas dos governadoriáveis foram marcadas pelos discursos que eles já vêm fazendo em outras oportunidades, além de críticas aos concorrentes.

Participaram os candidatos Daniel Vilela (MDB), José Eliton (PSDB), Kátia Maria (PT), Ronaldo Caiado (DEM) e Weslei Garcia (PSOL). Além destes, concorrem ao pleito em Goiás Alessandro Aquino (PCO) e Marcelo Lira (PCB).

Crise hídrica, segurança pública, privatizações e Organizações Sociais (OSs), descentralização de serviços, recuperação ambiental, reestruturação do modelo educacional, foram alguns dos temas levantados pelos candidatos nas perguntas e nas respostas.

O debate teve quatro blocos. Por ordem definida em sorteio, cada convidado fez a pergunta a outro candidato. Após a resposta, a dupla ainda tinha direito a réplica e tréplica. Ao todo, o debate que durou duas horas e foi transmitido ao vivo pelo rádio pela internet.

José Eliton (PSDB)
José Eliton fez questão de afirmar que os demais candidatos têm propostas vazias. A ênfase de Eliton foi dada a números e indicativos da atual gestão, bem como programas que já existem.

Dentre as propostas apresentadas por pelo atual governador estiveram: a criação do mestrado profissional para os professores da rede estadual; o programa bolsa-permanência, para alunos de escolas de tempo integral; o bolsa jovem pesquisador, que visa criar um ambiente para inovação e tecnologia; o Fila Nunca Mais, que sucederá o programa Terceiro Turno, para acabar com a espera por cirurgia eletiva.

“Aqui nós não ouvimos nenhuma proposta concreta por parte dos demais candidatos que estão sentados nessa mesa. Críticas, apontamento de dedos, discussões vazias, sem consistência, buscando apenas confundir. Mas quando se pede quais são, objetivamente, as mudanças que querem fazer, você não observa isso”, disse.

Segundo Eliton, os demais candidatos apenas citaram ações que o PSDB já colocou em prática nos últimos vinte anos de governo:
“Chegamos a ponto de ver o candidato Daniel Vilela colocando com clareza a convalidação das propostas que estamos vivendo no Estado de Goiás. Assim como o candidato Ronaldo Caiado: as plataformas de saúde que colocou, estamos desenvolvendo. Por isso, a população sabe muito bem das alterações de sua vida, aquilo que melhorou. Sabe muito bem de políticos que estão há trinta anos no poder e que não fizeram nada pelo Estado de Goiás”, finalizou.

Kátia Maria (PT)
A candidata citou o ex-presidente Lula diversas vezes. Kátia falou em transformação do modelo educacional, além da regionalização dos serviços para todas as regiões do estado.

Além de“transformar o modelo de educação para que o estudante possa sair preparado para a vida, para o mercado de trabalho e para adversidade que o mundocontemporâneo nos impõe”.

Algumas ações do plano de governo são “cuidar do povo que precisa”, gerar renda, dar voz aos negros, mulheres, LGBTs, valorização da agricultura familiar, e viabilizar um governo que possa integrar desenvolvimento econômico, social e ambiental. Esse último é o grande enfoque de Kátia na campanha. Ela ainda utilizou um termo repetido pelos candidatos da legenda: “o time do Lula”.

“Aqui fica claro que nós teremos, em Goiás, a disputa de dois projetos eleitorais: de um lado, o projeto apresentado pelo MDB, pelo PSDB e pelo DEM. Todos eles já estiveram há décadas governando, tiveram tempo e oportunidades e não fizeram. Do outro lado, nós vamos ter o time do Lula, de que tenho orgulho.Eu vou fazer tudo aquilo que o Lula fez pelo Brasil”, disse. 

Ela criticou novamente os seus oponentes:  “me causou estranheza, nenhum deles falou de seus candidatos a presidente”.

Daniel Vilela (MDB)
Daniel Vilela fez críticas aos candidatos de outros partidos, que há muitos anos estão no governo trabalhando de forma aliada e agora adotam posturas de oposição entre si.

“Nós temos a oportunidade agora e ter dois caminhos. O goiano vai ter que escolher: continuar como está ou mudar. Se continuar como está, vai ter duas opções: o Caiado e o Zé Eliton são a mesma coisa. Um é o criador, e outro é a criatura. Se quiser mudar, nós somos uma opção de profunda renovação das práticas políticas e administrativas do nosso Estado”.

Daniel falou em utilizar tecnologia para a melhoria dos serviços públicos, em responsabilidade fiscal e valorização dos talentos dos servidores públicos, com a redução de 50% dos comissionados para que eles sejam transformados em efetivos. Apesar de criticar a presença da atual gestão, que está no governo há vinte anos, ele elogia os goianos, que promovem a mudança nas votações.

“Os goianos sempre foram ousados, em determinados momentos da história política do nosso estado. Sempre escolheram pela renovação profunda e colocaram um ponto final em um ciclo político. É chegada a hora de, novamente, fazermos com que os goianos tenham oportunidade de promover uma profunda renovação das práticas políticas e administrativas”, finalizou.

Weslei Garcia (PSOL)
Nas perguntas que recebeu, Weslei Garcia foi questionado sobre as ações que vai propor para a região, com registros de altos índices de violência. A vice que concorre pela legenda é Nildinha, mulher negra, que mora em assentamento, e já foi vítima de trabalho escravo, um dos temas levantados pelo candidato no debate.

O slogan do partido, que não se aliou a outras legendas em Goiás, é “É 50, é a mudança”. Como solução para a segurança pública, Weslei falou em promover integração e a desmilitarização da polícia. Também citou o atendimento de saúde em casa, a educação integral, a união entre esporte e educação. Se posicionou contra a privação e as tercerizações e defendeu os concursos públicos. Deu enfoque à agricultura familiar, à moradia e à questão ambiental. Weslei Garcia citou reforma trabalhista, do ensino médio e a Emenda Constitucional 95, que propõe um teto de gastos para 2019.

Seguindo o clima do debate, ele fez críticas aos demais candidatos e ao governo do PSDB em Goiás. Apontou gastos excessivos em propagandas, a existência de ‘déficit de moradias’, a crise hídrica e a falta de políticas públicas. Weslei, que é professor, fez questão de retomar os episódios de manifestações de professores e estudantes contra a instalação das OSs que grou episódios violentos em Goiás.

Em uma das tréplicas, após uma resposta de José Eliton sobre a atual situação de Goiás, Weslei afirmou a Eliton: “Eu vou comprar um óleo de peroba para o senhor, com todo o respeito”.  Weslei aproveitou o tempo final de fala para destacar a candidatura de Guilherme Boulos e da vice Sônia Guajajara à presidência. E também falou do candidato ao Senado Federal pelo Partido, Fabrício Rosa.

 “O PSOL tem um time, que verdadeiramente vai mudar o Estado de Goiás. A nossa proposta é o cuidas pessoas, o cuidar d’a gente”, finalizou.

Ronaldo Caiado (DEM)
Ronaldo Caiado  também fez críticas à atual gestão. Ele falou em “estancar a torneira da corrupção”. E defende a criação de um “força-tarefa” para solucionar o problema de segurança pública, com integração entre Receita Federal, Polícia Civil e Polícia Federal.

“Minha mensagem, nesse momento, é de otimismo. Eu sou um homem otimista, eu acredito no Estado de Goiás. É um estado de oportunidades, que vai se recuperar dessa má gestão durante todos esses anos. indiscutivelmente vai gerar mais empregos, ser referência nacional. Eu tenho a convicção disso”, afirma. 
Ele ainda citou projetos de sua carreira como senador.

“É a oportunidade para o centro-oeste e, para isso, precisa de um governo. Que trabalhe pelo povo. O povo goiano é trabalhador, honesto. Goiás precisa limpar seu nome, não pode mais viver em escândalos. Precisa de uma autoridade moral para poder resgatar a gestão do Estado. O povo goiano quer a dignidade. É isso que nós vamos proporcionar ao povo goiano”, finalizou.

Em uma das perguntas, Weslei Garcia fez menção à existência de trabalho escravo no Estado de Goiás, bem como ao passado da família Caiado, que esteve ligada a esse tipo de prática. “Terá a mão forte do governo e total penalização para quem faz isso”, respondeu Caiado. Sobre a crise hídrica e a preservação do meio-ambiente, ele comentou que participou da criação do código florestal, “que ao mesmo tempo protege todos os biomas e também viabiliza do agronegócio”.

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