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Fisioterapeutas que prestam serviços no Hugo entram de greve por atrasos nos pagamentos

Servidores destacam que os salários estão sendo realizados com 25 dias de atrasos. Além disso, destacam que a empresa não estaria reajustando os valores dos funcionários que entram de férias





Fisioterapeutas da empresa LifeCare, que prestam serviços no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), decidiram paralisar suas atividades por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (14). Segundo os profissionais, a empresa contratante está atrasando o salários regularmente. Neste mês, o atraso já acumula 25 dias.

A categoria realizou Assembleia na última quarta-feira (8) e decidiu entrar de greve depois que a contratante não se manifestou no Sindicato dos Fisioterapeutas do Estado de Goiás (Sinfisio-Go). No hospital, 34 fisioterapeutas são desta empresa. Uma funcionária, que preferiu não ser identificada, conta que os salários deveriam ser pagos até o quinto dia útil de cada mês.

“Anteriormente eles realizavam os pagamentos entre os dias 15 a 20. Agora estão sendo pagos do dia 20 ao dia 31. Isso atrapalha muito em relação a quem faz compromisso com o seu salário e fica nessa incerteza”, destaca.

Outra reivindicação realizada pela categoria é a falta de remuneração das férias. Segundo a funcionária, alguns colegas teriam recebido apenas cinco dias após entrarem de licença e sem a devida atualização nos valores, que é uma medida obrigatória em caso de atraso do pagamento. Como consta no artigo 145, da Lei 1535/77, “o pagamento da remuneração das férias (…), serão efetuados até dois dias antes do início do respectivo período”.

Segundo ela, a empresa também não realiza a remuneração do dia quando o colaborador trabalha dobrado. Ela também destaca que estariam sendo coagidos por representantes da empresa para que não denunciassem o assunto.  “Isso é muito ruim, pois a greve é o único caminho que temos para conseguir os nossos direitos. E ser repreendido por isso dá uma sensação de impotência, mas não podemos nos calar”, conta.

A funcionária destaca que o Sinfisio entrou em contato com a LifeCare para obter uma resposta, mas a empresa não apareceu nas audiências marcadas e nem respondeu os e-mais enviados. “É um desrespeito! Eles alegaram uma vez que os atrasos eram decorrentes pelo atraso no repasse da Organização Social (OS). A mesma nega que tenha atraso. Infelizmente, que mais sofre é a população”, assevera.

Durante a paralisação, cada ala do hospital contará com apenas um profissional, totalizando sete. Isso impacta no atendimento, pois os profissionais realizam o atendimento de 200 pacientes por dia, mas com a baixa de servidores, esse atendimento é realizado abrange apenas 90 pessoas diariamente, segundo a funcionária.

O Mais Goiás entrou em contato com a empresa LifeCare por telefone e e-mail, mas não obtivemos retorno até publicação da matéria. A reportagem também entrou em contato com o Instituto Gerir, organização social responsável pelo Hugo, que alegou , por meio de nota, que os serviços não estão prejudicados ao pacientes e que os pagamentos são realizados de acordo com o repasse feito pelo Estado. Confira a nota na íntegra.

O Instituto Gerir informa que conta com mais de um vínculo empregatício para diversos serviços dentro do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), inclusive para a Fisioterapia. Portanto, o atendimento aos pacientes não está prejudicado. Em relação aos repasses, a Organização Social ressalta que realiza o pagamento de seus colaboradores e prestadores de serviço, assim que recebe o repasse da verba estadual.

Fonte: Mais Goiás / Jornal Águas Lindas

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