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Novo escândalo no transporte público: mais de R$ 20 mi desviados do GDF

Polícia Civil cumpre 10 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, um deles dentro do Palácio do Buriti, para deter servidor da Secretaria de Planejamento




gentes da 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) cumpriram, nesta quinta-feira (30/8), 10 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso acusado de desviar mais de R$ 20 milhões dos cofres do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de fraudes no transporte público. Um dos mandados foi cumprido dentro do anexo do Palácio do Buriti, pois um dos acusados é servidor da Secretaria de Planejamento. Estão ainda entre os suspeitos um policial militar e uma ex-diretora da Cootarde, cooperativa que prestava serviços de transporte em Ceilândia.

A operação desta quinta é um desdobramento da ação que resultou no afastamento da mesa diretora da Cootarde e fez com que a cooperativa perdesse o direito de explorar as linhas de Ceilândia. Naquela ocasião, descobriu-se que a Cootarde pagava propinas para que veículos velhos fossem liberados por fiscais para continuar rodando. Agora, a Polícia Civil apurou um esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos.

Segundo as investigações, o grupo criminoso falsificava documentos, inclusive contra-cheques dos funcionários da cooperativa, na hora de prestar contas ao GDF. Assim, o governo pagava à cooperativa mais do que devia. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o servidor da Secretaria de Planejamento facilitava o trâmite da apresentação de contas.

Entre 2014 e 2017, a Cootarde recebeu mais de R$ 27 milhões, mas só conseguiu justificar o gasto de pouco mais de R$ 2 milhões. Agora os investigadores tentam comprovar o destino do dinheiro.

Além do Buriti, mandados foram cumpridos em Cruzeiro, Riacho Fundo I, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Águas Claras, Asa Sul e Gama. Documentos, computadores e dispositivos de armazenamento também foram apreendidos. "Os alvos estão indiciados por vários crimes, como associação criminosa, estelionato e falsificação de documentos", explicou a delegada à frente do caso, Adriana Romana.

Funcionários ameaçados
A apuração policial começou a partir de denúncia de funcionários da cooperativa, que descobriram que os patrões estariam falsificando a assinatura deles e apresentando um valor de salário diferente ao que eles recebiam ao GDF. "Quando eles descobriram, um PM passou a obrigá-los a assinar os contracheques. Com medo de perderem o emprego, eles concordavam. Mas, com o tempo, procuraram a polícia", explica a delegada.

Os agentes investigam ainda um repasse de R$ 392 mil do DFTrans à cooperativa que parece suspeito e o envolvimento de uma outra empresa com a qual a Cootarde assinou um contrato no valor de R$ 400 mil. Pelo documento, caberia à empresa avaliar a necessidade da troca da frota da cooperativa.

Fonte: Correio Braziliense / Jornal Águas Lindas

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