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Pastora esfaqueada pelo filho em Vicente Pires recebe alta do hospital

O rapaz ainda atacou o pai, que não resistiu aos ferimentos. Por medo, o casal só dormia com a porta do quarto trancada. No dia do crime, a chave sumiu





pastora Josenita Lima Braga, 50 anos, recebeu alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), após levar facadas no rosto, pescoço, braço e barriga. Os golpes foram desferidos pelo filho dela, Gabriel Lima Braga, 23, que também matou o pai, José Pereira Braga, 57 anos, na madrugada desta segunda-feira (13/8). Em depoimento, a mãe diz que, anteriormente, o filho já havia agredido fisicamente o marido e que a xingava. Ela contou ainda que ele “mexia com magia negra, feitiçaria, bruxaria”.

Por medo do filho, o casal só dormia com o porta do quarto trancada. Na noite do crime, o casal chegou da igreja e percebeu que a chave do quarto havia sumido. Josenita perguntou se Gabriel sabia onde estava, e ele negou. Por medo, a pastora disse que só dormiria se o marido ficasse acordado. José disse que ela poderia dormir tranquila, que ele vigiaria o quarto. Por volta das 1h30, a mulher escutou o grito do marido e o encontrou ensanguentado na sala de estar. O filho estava no local com uma faca.

Gabriel atacou a mãe com golpes de faca no rosto, pescoço, braço e barriga. Josenita pediu que o filho tivesse misericórdia. Ele disse que os amava, mas que precisava fazer isso. Gabriel se distraiu com um barulho no lado de fora da casa, e a pastora corrou para o quarto com o marido e usou a cama para travar a porta.

Ela chamou a polícia e ficou escondida. Aos militares, Gabriel afirmou que estava “possuído pelo demônio” e pronunciava palavras inaudíveis. O casal foi levado para o Hospital Regional de Taguatinga, mas José acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.

Josenita deixou o HRT na tarde desta segunda-feira. Ela está sob cuidados de familiares, na casa da irmã Gislaine Lima, 44, também moradora de Vicente Pires. Em entrevista ao Correio, a tia de Gabriel contou que o jovem nunca havia apresentado comportamento agressivo contra os pais ou conhecidos. Ela confirmou a informação de que o jovem praticava “rituais de magia negra e feitiçaria”. 

Em 2013, Gabriel começou a cursar história na Universidade de Brasília (UnB). Ele foi expulso do curso em 2016, por não cumprimento de condição. O acusado também não trabalhava. Segundo Gislaine, ele havia se mudado para os fundos da casa de uma tia, mas teria voltado há pouco tempo para a casa dos pais.

"Uma vez, ele falou que queria morar sozinho e se mudou para os fundos da casa dessa tia. Depois, ele disse que não estava se sentindo bem morando só e pediu para morar com os pais novamente. Aceitamos ele muito bem de volta, porque queríamos ele junto da família", diz.

Ainda de acordo com ela, os pais de Gabriel são pastores evangélicos. Da infância até os 18 anos, o jovem era frequentador assíduo da igreja. A família faz parte do Ministério Internacional Vida Abundante. Gabriel está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE) e responderá por tentativa e homícidio qualificado por motivo torpe.

Fonte: CB / Jornal Águas Lindas


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