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Policiais civis e advogados são presos durante Operação deflagrada pelo MP e PC em Goiás

Entre os presos, seis são policiais civis, dois são advogados, um falso policial e uma vítima associada. Um indivíduo segue foragido.





ez indivíduos foram presos durante a Operação Arapuca, deflagrada na madrugada desta quinta-feira (9) pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e pela Polícia Civil (PC). As informações foram repassadas durante coletiva realizada, na tarde desta quinta-feira (9), na sede do MP-GO.

Apesar dos 11 mandados de prisão expedidos, apenas 10 foram cumpridos, já que um policial civil está foragido. Entre os presos, seis são policiais civis, dois são advogados, além de um falso policial e uma vítima associada. Na investigação, conduzida pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) do MP-GO, foram constatadas diversas situações em que policiais civis associados a advogados exigiam e cobravam vantagens indevidas para não efetuarem prisões em flagrante ou procederem com investigações contra os clientes.

De acordo com o promotor de Justiça Leandro Murata, coordenador do GCEAP, o falso policial captava pessoas envolvidas em atividades ilícitas e realizava a prisão em flagrante dessas pessoas. “Entretanto, ao invés de aplicar a lei, ele cobrava valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 30 mil”, afirmou.

A Operação Arapuca durou cerca de quatro meses. Já foram identificadas mais de 12 vítimas dessa associação criminosa. Segundo o MP-GO, ainda serão feitos interrogatórios e oitivas para concluir o caso. Foram apreendidas duas armas de fogo e diversos celulares, pois a quadrilha se comunicava principalmente por WhatsApp.

Segundo foi apurado, haviam, inclusive, grupos em redes sociais para captar novos clientes. A associação ameaçava as vítimas alegando que elas serias expostas pela imprensa se não pagassem a quantia exigida. Uma das vítimas fez a denúncia ao MP-GO alegando ter sido extorquido pelos criminosos, com isso teve início as investigações.


Apesar dos mandados de prisão cumpridos, os indivíduos ainda não foram afastados dos cargos. O promotor Paulo Parizotto, integrante do GCAP, explicou que foram realizadas prisões temporárias.

De acordo com as investigações, um dos presos se associou ao grupo depois de ter sido vítima da associação. Esse indivíduo vendia medicamentos ilícitos e, após o pagamento da quantia exigida para não ser preso em flagrante, ele se associou combinando de comprar os medicamentos apreendidos pela associação.

Na maioria das vezes, as mercadoria ilícitas apreendidas pelo grupo, como arma de fogo, medicamentos, e até drogas, eram revendidos no mercado paralelo. Entre as peculiaridades do grupo, em algumas situações, eles combinavam com agentes policiais de falsificar mandados de prisão para entrar na casa dessas vítimas.

O que mais surpreendeu os envolvidos na investigação foi a atuação do falso policial. Ele tinha acesso as armas, viaturas e informações da polícia, além de transitar normalmente na unidade como se fosse um policial. De acordo com o delegado André Gustavo Ganga, superintendente de Polícia Judiciária, eles vão investigar se as informações eram repassadas a esse falso policial ou se esse falso policial tinha realmente acesso as informações.

Fonte: Mais Goiás / Jornal Águas Lindas

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