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‘Ser esposa do Arruda tem mais bônus do que ônus’, diz Flávia

A candidata a deputada federal tenta se beneficiar da popularidade do esposo sem atrelar sua imagem e sua campanha aos tempos do governo Arruda


Flávia Arruda (PR), esposa de José Roberto Arruda e candidata a deputada federal, fala em continuar o legado do marido, mas de maneira específica. Indiciado em processos oriundos das investigações da Operação Caixa de Pandora, o ex-governador Arruda está inelegível, embora estenda sua influência, de maneira capilar, à chapa de Alberto Fraga (DEM). Flávia tenta se beneficiar da popularidade do esposo sem atrelar sua imagem e sua campanha aos tempos do governo Arruda, apesar de garantir que está ao lado dele durante os processos.

Mesmo assim, ela reforça que a candidata é Flávia, não José Roberto, e promete levar pautas progressistas em defesa das mulheres para a Câmara dos Deputados. A candidata ainda ataca o que ela chama de “puro marketing” do senador José Antônio Reguffe e dos postulantes que adotaram seu protocolo de redução de gastos de gabinete como opção política. A entrevista na íntegra você também pode conferir na página do Facebook do Jornal de Brasília.

Flávia Arruda (PR), esposa de José Roberto Arruda e candidata a deputada federal, fala em continuar o legado do marido, mas de maneira específica. Indiciado em processos oriundos das investigações da Operação Caixa de Pandora, o ex-governador Arruda está inelegível, embora estenda sua influência, de maneira capilar, à chapa de Alberto Fraga (DEM). Flávia tenta se beneficiar da popularidade do esposo sem atrelar sua imagem e sua campanha aos tempos do governo Arruda, apesar de garantir que está ao lado dele durante os processos.

Mesmo assim, ela reforça que a candidata é Flávia, não José Roberto, e promete levar pautas progressistas em defesa das mulheres para a Câmara dos Deputados. A candidata ainda ataca o que ela chama de “puro marketing” do senador José Antônio Reguffe e dos postulantes que adotaram seu protocolo de redução de gastos de gabinete como opção política. A entrevista na íntegra você também pode conferir na página do Facebook do Jornal de Brasília.

Você já foi primeira-dama e candidata a vice-governadora junto a Jofran Frejat (PR) em 2014. Por que tentar a Câmara dos Deputados agora?

Eu sendo do PR e o Frejat sendo do PR ficaria muito difícil fazer essa chapa (pura) de novo – e claramente seria ele (Frejat) o candidato ao governo, a vaga sempre foi dele. Eu relutei muito, mas já fui primeira-dama, já disputei eleição em 2014, seria covarde da minha parte não me colocar no pleito de alguma forma para poder resgatar a Brasília que a gente sempre quis. A melhor forma que a gente encontrou para ajudar o Frejat foi como candidata a deputada federal.

Quando o Frejat desistiu muita gente ficou chateada. Você também ficou?

Pessoalmente, de forma alguma, porque respeito absolutamente a decisão dele, mas claro que fiquei triste. Todo mundo que tinha essa esperança de ele ser nosso governador sabe que era a pessoa mais preparada nesse cenário.

Se o Arruda pudesse, seria candidato e ele tenta se perpetuar por meio de outras candidaturas, uma delas a sua. Você acha que o modo como ele esteve no noticiário nos últimos anos, com as questões jurídicas no âmbito da operação Caixa de Pandora, te prejudicam?

Primeiro que a candidata sou eu, não é ele. Tudo que gira em torno das questões jurídicas dele, ele está respondendo. O que eu acho que fica quando falamos de legado é da construção que ele fez por Brasília durante 30 anos de vida pública e principalmente nos três anos como governador. Foram mais de 2 mil obras enquanto ele foi governador e tudo funcionava, tinha obra para todo lado e com isso tinha emprego, tinha renda e o comércio estava a todo vapor. Eu encontro pessoas na rua e todos dizem que têm saudades. Quando falamos de legado, é a retomada de uma Brasília de esperança, que trabalhava pela população. Ser esposa do Arruda tem mais bônus do que ônus. Claro que ser esposa de alguém que ainda representa um (Poder) Executivo atuante em prol dos que mais precisam é o que importa para mim. As críticas fazem parte do jogo e não me preocupo.

Então acha que a questão jurídica e política do seu marido estão separadas da sua candidatura?
Eu sou a esposa do Arruda e, no âmbito dos processos que ele responde, estou ao lado dele, vou caminhar com ele, mas aqui está a candidata. Então claro que tem de haver a separação. Não estou aqui para substituí-lo, não estou aqui porque ele não vai ser candidato. Estou aqui para representar as mulheres, a luta das pessoas que mais precisam e uma história que Brasília viveu e que a gente quer que volte.

Qual seria seu primeiro projeto?

Temos que trabalhar muito, mas tenho lutado pelo direito e igualdade das mulheres, para que as mulheres tenham pelo menos os mesmos direitos que os homens. Para ocupar cargos de chefia, nós temos que estudar às vezes duas, até três vezes mais do que os homens. A mulher tem a representação de toda a família. Quero lutar muito pela valorização da mulher e equiparação em todos os segmentos.

O chamado protocolo Reguffe, que prega custo mínimo no gabinete, com não uso da cota parlamentar e uso mínimo de assessores, tem sido muito difundido entre novos candidatos. O que pensa a respeito da ideia?

Esse protocolo, como você chama, é complicado. Nunca ouvi falar de um recurso destinado para a cidade. Quando elegemos um parlamentar, esperamos que ele seja atuante. Sou a favor de que não seja preciso usar o limite, mas temos que ter o mínimo para o gabinete funcionar, não para mordomias. Esse dinheiro economizado no gabinete não voltou em nada para a população. Quem opta por isso é puro marketing. Uma coisa é ser um parlamentar atuante o tempo todo destinando emendas para a cidade, aí seria maravilhoso.

Você está ligada a um nome antigo na política. Por que votar em você seria renovação?

Primeiro que nunca fui política. Não é porque sou casada com um político que não sou nova. Meu marido é político há muitos anos, mas eu nunca ocupei cargo público. Não é minha primeira campanha, mas, se eleita, será a primeira vez. As pessoas têm falado muito em renovação por estarem descrentes do que está aí. Na cabeça das pessoas, e com razão, é querer tirar os que estão aí, inclusive os bons que não respondem juridicamente. Nunca fui política e estou entrando pela primeira vez. Meu marido é, sim, e tenho que aproveitar, e muito, disso, porque ele tem uma experiência enorme. Foi senador, deputado, governador, enfim, tem uma carreira política extensa e a gente aprende com as pessoas as coisas boas que temos que aprender. Ninguém pode negar que ele foi um excelente gestor e que tenho em casa alguém para me auxiliar. Mas não significa que é perpetuação. É escolha minha ser candidata. Até porque se fosse para substituir o Arruda eu seria candidata ao governo, né. Me coloco como uma experiência nova porque tenho minha personalidade, minhas ideias.

Pensa em ser governadora?

Hoje eu penso só nessa campanha. Estou focada nisso e vamos ver as coisas acontecer. Depois de assumir a Câmara, quero fazer um bom trabalho, quero ser atuante e pensar nas pessoas. Não vou ser parlamentar de gabinete.

Fonte: JBr / Jornal Águas Lindas

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