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UFC: brasiliense pleiteia o direito de disputar cinturão

Top 4 dos penas, brasiliense pleiteia o direito de disputar cinturão

De férias na Flórida, Renato Moicano bateu um papo com o Jornal de Brasília, por telefone, e falou sobre esse bom momento dentro do UFC



 Brasil sempre foi uma máquina de fabricar campeões dentro do UFC (Ultimate Fighting Championship). Quando a organização realmente explodiu no País, nomes como Anderson Silva, Vitor Belfort e Junior Cigano dominavam o octógono em suas categorias. Mas hoje o cenário é diferente. O último a tentar reconquistar seu espaço foi José Aldo, entre os pesos-penas, em dezembro de 2017. Mas o manauara não estava no melhor de sua forma e acabou nocauteado pelo havaiano Max Holloway, ainda no terceiro round.

Mas isso não significa que o Brasil está longe dos holofotes no UFC. As mulheres aproveitaram a brecha deixada pelos homens e buscaram seus espaço. Prova disso é que a paranaense Cris Cyborg e a baiana Amanda Nunes são as donas do cinturão no peso-pena e no peso-galo, respectivamente.

Diante desse domínio feminino, uma das esperanças para que os homens voltem a conquistar um cinturão é o brasiliense Renato Moicano. Aos 29 anos, o atleta lutou no começo deste mês contra o experiente norte-americano Cub Swanson, no UFC 227, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A vitória do candango foi significativa. Ele precisou de apenas quatro minutos e 15 segundos para finalizar o adversário, no primeiro round, levar o prêmio de luta da noite e pular para a quarta posição no ranking dos penas.

De férias na Flórida, Renato Moicano bateu um papo com o Jornal de Brasília, por telefone, e falou sobre esse bom momento dentro da organização. “Achei justo esse meu salto de seis posições. Lutei card principal, venci dois top 5 recentemente. Fico orgulhoso do lugar em que cheguei”, avaliou o brasiliense.

Revanche

No UFC desde 2014 e com um cartel de 13 vitórias, um empate e apenas uma derrota – para o número um do ranking Brian Ortega –, Renato Moicano pleiteou o direito de disputar o cinturão contra Max Holloway, mas sabe que, para isso, precisa de pelo menos mais um triunfo na organização. Assim, uma revanche contra Brian Ortega ou um duelo contra o compatriota José Aldo, são apontadas como as prováveis próximas lutas do candango. “Quero uma revanche com o Ortega. Não gostaria de enfrentar o Aldo. O duelo entre brasileiros não é uma coisa muito boa. Mas nós somos profissionais. Se precisar, teremos que ir pra luta”.

Esse confronto, no entanto, só deve ocorrer em novembro ou dezembro. Nesse meio tempo, Renato Moicano disse treinará bastante para aperfeiçoar aspectos gerais no seu repertório de luta. “Quando se marca uma luta, a gente passa a pensar só em estratégia. Tenho que aproveitar esse espaço para treinar outras coisas.”

Desempenho não é surpresa

O paulista Carlo Prater, de 37 anos, fez três lutas no UFC em 2012 – uma vitória e duas derrotas – e até hoje participa de competições de MMA no Brasil e no mundo. Além disso, ele já treinou algumas vezes com Renato Moicano e conta que o desempenho do companheiro não é surpresa. “Moicano sempre teve um nível muito alto. Coisa de atleta de ponta. Dá para ver nele raça e determinação”, elogiou Prater.

Apesar de a especialidade de Moicano ser o jiu-jitsu, Carlo Prater rasga elogios à luta em pé do colega. “Quem já treinou com ele sabe que ele sempre mostrou um jab muito forte. O Moicano é um atleta completo”.

Ao comentar sobre a possível luta entre Renato Moicano e José Aldo, Carlo Prater não teve dúvida em apontar um favorito. “Apesar de não querer ver essa luta, pois temos poucos brasileiros no top 10 do UFC hoje em dia, eu daria uma vantagem para o Moicano. Ele está em grande fase e realmente está vindo muito bem”, apostou.

Mulheres se destacam

Entre as mulheres, o Brasil não pode reclamar. Além das campeãs Cris Cyborg e Amanda Nunes, a paranaense Jéssica Andrade e a potiguar Cláudia Gadelha estão em segundo e terceiro lugar, respectivamente, no ranking do peso-palha. Jéssica, inclusive, lutará contra a polonesa Karolina Kowalkiewicz, quarta colocada, no UFC 228, no próximo dia 8 de setembro, no Texas, nos Estados Unidos, e uma vitória deve credenciá-la à disputar o cinturão da categoria.

No peso-galo, além de Amanda Nunes, o top 5 conta com a invicta Ketlen Vieira – são cinco vitórias no UFC – na segunda posição. No próximo dia 22 de setembro, a manauara enfrentará Tonya Evinger, no UFC São Paulo. Evinger desceu de categoria após perder para Cris Cyborg, outra brasileira, na disputa do cinturão no peso-galo.

Fonte: JBr / Jornal Águas Lindas

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