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Vítima de feminicídio foi ameaçada pelo marido dias antes do crime

Moradora do Itapoã, Maria Regina Araújo foi morta a facadas pelo marido, Eduardo Gonçalves de Sousa, dentro de casa




Maria Regina Araújo, 44 anos, é a 20ª vítima de feminicídio no DF neste ano. O suspeito é o companheiro dela, Eduardo Gonçalves de Sousa, 34, que não aceitava a vontade da mulher de terminar o relacionamento. Na noite de domingo, ele a esfaqueou  20 vezes, dentro de casa, no condomínio Fazendinha, no Itapoã.

A mulher morreu na hora. Antes de ser assassinada, porém, viveu dias de medo das ameaças do marido. Chegou a pedir medida protetiva, mas teve o pedido negado pela Justiça em 16 de agosto. No dia do crime, Maria Regina havia preparado um almoço para receber amigos e familiares. Ela teria colocado um colchão em outro quarto para Eduardo dormir, o que irritou o homem. No fim da confraternização, o suspeito deu carona para alguns dos convidados. Ao voltar para casa, se aproximou da companheira em um dos cômodos da residência, tapou a boca dela e a atingiu a golpes de faca.

A filha mais nova do casal, de 9 anos, gritou ao irmão de 20, que estava na porta de casa, que o pai estava enforcando a mãe. Quando o jovem entrou na casa, percebeu que a vítima estava caída ao chão, ensanguentada. O homem fugiu a pé, descalço. Vestia bermuda e uma camisa branca. Estava com a faca do crime na mão.

Uma das amigas que pegou carona com Eduardo não quis se identificar, mas contou que, no trajeto, o homem aparentava nervosismo. “Ele estava correndo muito, dava seta em lugar que não precisava. Eu até o alertei sobre alguns pardais na rua. Quando chegamos, ele nem se despediu. Parecia que estava fora de si”, contou a dona de casa de 46 anos.

Para ela, o crime foi planejado. “Ela estava com medo nos últimos dias, dizia que o marido a estava ameaçando. O mais triste é que eu já ouvi ele dizer ‘homem que mata mulher é covarde. Por que não larga de boa?’”, frisou.

Investigadores da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) estão nas ruas para localizar o suspeito. Delegado adjunto da unidade, Fábio Pereira reforçou que a vítima procurou a delegacia em 13 de agosto para registrar ocorrência de ameaça contra o companheiro. “Ela queria terminar o relacionamento, mas ele não aceitava”, explicou.

Uma semana antes do assassinato, Eduardo pediu demissão do emprego, em uma residência do Lago Sul. Fez empréstimo e chegou a enviar fotos de caixões para amigas próximas de Maria Regina. Ele acreditava que as colegas da mulher a incentivavam a pedir a separação.

Moradora da casa em frente ao casal, uma jovem de 25 anos esteve no almoço na casa da família. Ela presenciou a fuga de Eduardo. “Quando ele saiu, todo mundo achava que só tinha acontecido agressão física. Algumas pessoas conseguiram alcançá-lo, deram duas pauladas na cabeça dele, mas ele conseguiu se levantar e saiu com a faca na mão”, explicou.

Ela cuidava da filha de Maria Regina para que a mulher trabalhasse. Segundo a dona de casa, o homem era violento com a companheira. “Ele vivia dizendo ‘você quer se separar de mim, mas a verdade é que você me ama’. Era uma possessão muito grande.”

Tragédia
Maria Regina trabalhou até sábado. Ela era, havia quase 20 anos, doméstica em uma casa no Lago Sul. Natural do Maranhão, chegou a Brasília em 1998. Vítima e agressor chegaram a trabalhar na mesma residência. Ele era caseiro no local, mas há quase um ano deixou o serviço.

Para complementar a renda, Maria Regina fazia bolos e vendia lingeries e joias. Com isso, construiu a casa onde morava com o companheiro. Tinha o sonho de ampliar a residência para cada um dos filhos poder ter o próprio quarto. Há alguns meses, pediu que Eduardo a deixasse, mas ele exigiu R$ 10 mil para ir embora. Maria Regina conseguiu juntar o valor e ofereceu ao homem, que se recusou a deixar o endereço. O corpo da vítima será levado a São Luís, no Maranhão.

Pai agride filha até ela desmaiar
Um homem de 39 anos agrediu a filha de 17 até deixá-la desacordada. O crime aconteceu no Recanto das Emas, na noite de domingo, às 20h20. Segundo a polícia, ele estava embriagado quando os dois tiveram uma discussão e ele deu socos na adolescente. A polícia chegou ao local e encontrou a menina desmaiada. Ela precisou ser atendida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Regional de Taguatinga. O pai foi conduzido à 27ª DP (Recanto das Emas), com a outra filha, de 19 anos, que presenciou tudo e testemunhou a favor da irmã. O homem foi detido em flagrante, com base na Lei Maria da Penha. Segundo o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, ele confessou as agressões e disse que havia perdido a cabeça.

Fonte: CB / Jornal Águas Lindas

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