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Bolsonaro é submetido a cirurgia após facada em ato de campanha em Juiz de Fora

Equipe do candidato disse que Bolsonaro passa por laparoscopia após fígado ser atingido em ataque a faca durante ato de campanha em Minas Gerais; autor do ataque foi preso em flagrante e PF instaurou inquérito para apurar






candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi  vítima de ataque a faca na tarde desta quinta-feira (6) durante ato de sua campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.


O comício de Jair Bolsonaro foi interrompido após o incidente e o candidato foi levado por seguranças para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. De acordo com a equipe de campanha do candidato, exame de ultrassonografia realizado no hospital constatou que o fígado do ex-capitão do Exército foi atingido e, assim, Bolsonaro está sendo submetido a operação.

O hospital confirmou, por meio de nota, que o candidato foi encaminhado ao centro cirúrgico da unidade. Segundo informaram aliados do militar da reserva do Exército, ele passa neste momento por uma laparoscopia com anestesia geral.
Em nota, a Polícia Federal afirmou que Bolsonaro contava com escolta de agentes da corporação e que o agressor foi preso em flagrante e conduzido para delegacia da PF em Juiz de Fora. Ainda conforme a nota da Polícia Federal, já foi instaurado inquérito policial "para apurar as circunstâncias do fato".

O autor do ataque foi identificado como José Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos de idade. Antes de ser detido, Adelio sofreu agressões por parte de apoiadores do candidato.

Um dos filhos do candidato, Flávio Bolsonaro, desmetiu em entrevista à GloboNews a informação de que o ex-capitão estava utilizando colete à prova de balas.
Vídeos publicados nas redes sociais flagraram o momento em que o ex-capitão do Exército foi atingido enquanto era carregado na rua por apoiadores.

Com o veto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro é hoje o  líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Ibope, o candidato do PSL reúne a preferência de 22% dos eleitores, dez pontos percentuais à frente da segunda colocada, Marina Silva (Rede).

Outros candidatos à Presidência se manifestaram  após o incidente com Bolsonaro. Ciro Gomes (PDT) disse que "repudia a violência como linguagem política" e se solidarizou com o candidato do PSL. Guilherme Boulos, do PSOL, escreveu que a "violência não se justifica e não pode tomar o lugar do debate político" e cobrou a investigação sobre o incidente. João Amoêdo, do Novo, classificou o episódio como "lamentável" e "inaceitável".

Marina Silva (Rede) disse que a agressão é "inadmissível" e considerou o episódio um "duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia". Fernando Haddad (PT) também repudiou o episódio e disse desejar o "pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro. Geraldo Alckmin (PSDB) cobro "punição exemplar" ao responsável pelo ataque e Henrique Meirelles (MDB) cobrou "serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros". Álvaro Dias (Podemos) disse que "a violência nunca deve ser estimulada".

O presidente Michel Temer também se pronunciou sobre o episódio , classificado por ele como "intolerável".

Mais informações a qualquer momento

Vídeo mostra momento de ataque a Jair Bolsonaro em Juiz de Fora




Fonte: IG / Jornal Águas Lindas

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